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Para muitos, o PSG-Barcelona desta terça-feira servia, entre os motivos óbvios de entretenimento, para sabermos quem é a melhor equipa da Europa. Quem esperava resposta definitiva a esta questão não terá ficado totalmente esclarecido, mas recebeu algumas pistas.
O 4-2 em Paris, na terceira jornada da primeira fase da Liga dos Campeões, adensou a noção de que são equipas equiparáveis nas fragilidades e nas virtudes, mas que os franceses estão num nível de consistência e tarimba europeia demasiado alto. Mesmo com muitas adversidades (lesões de Dembélé, Marquinhos e Kvaratshkelia), a equipa de Luis Enrique "matou" o jogo com muita qualidade e poderia ter vencido por uma diferença bem maior.
A primeira parte em Paris foi algo “louca”. Houve muita qualidade técnica, algum espaço, várias transições e muitos movimentos de envolvimento em ataque posicional. Em suma, houve um pouco de tudo. Faltaram foi mais golos.
O PSG foi para o intervalo a vencer 1-0, mas o jogo já poderia estar 2-2. Ou 3-3. Ou 3-0. As equipas desperdiçaram várias oportunidades de golo, sobretudo o PSG, que foi esbarrando quase sempre no guarda-redes Joan García.
Kvaratshkelia atirou ao poste pouco depois do apito inicial, o PSG teve uma tripla oportunidade perto da meia hora, Dembélé, Doué e Ferrán ainda tiveram mais três oportunidades e só aos 38’ é que Joan García foi ultrapassado, num grande remate de Doué.
Do lado do Barcelona o desempenho ofensivo não era tão virtuoso, mas estava longe de ser inexistente: a equipa catalã esteve três vezes perto do golo. Espart, jovem lateral-direito do Barcelona, acabou por equilibrar a partida aos 55’, aproveitando a cobertura deficiente de Kvaratshkelia – não acompanhou o adversário e permitiu que Espart criasse superioridade de trás para a frente, acabando a jogada a finalizar.
Depois de 45 minutos de alguma superioridade do PSG, mesmo que não avassaladora, a segunda parte teve mais domínio do Barcelona – também longe de sufocante. Ainda assim, foi o PSG que voltou ganhar vantagem aos 73’, num canto de Doué bem cabeceado por Hernández ao segundo poste.
O golo parecia ter acabado com o Barcelona, que estava a correr atrás da bola, mas quem tem Yamal pode sempre estar perto do golo. O extremo encarou Zaire-Emery, driblou e finalizou quase sem ângulo, com um remate com a biqueira da bota.
Acabou? Ainda não. Pouco depois, Vitinha apanhou uma bola a “pingar” à entrada da área e respondeu à genialidade de Yamal com um golo igualmente tremendo: recepção de peito e remate com a bola a meia-altura.
Aos 86’, João Cancelo contribuiu para que o PSG fechasse o jogo. O português "adormeceu" a meio do jogo e permitiu que Ruiz aparecesse nas suas costas e finalizasse ao segundo poste sem oposição.
Nos restantes jogos da noite, destaque para o Manchester City, que atropelou o AEK por 5-1, e para dois jogos de 4-3: o Liverpool-Villarreal e o Nápoles-Bodo.