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A sanção a Vinícius Júnior foi um dos temas da conferência de antevisão do jogo entre o Real Madrid e o Sevilha, tendo José Mourinho «saudado» a decisão, com farpa à mistura.
«Sobre os quatro jogos, estou feliz porque pensava que iam castigá-lo com mais. Pensava que os gatos escondidos lhe dariam mais um jogo ou dois. Não falámos mais sobre isso», atirou o treinador, antecipando que o avançado brasileiro deverá ser «titular na quarta-feira na Champions».
Mourinho analisou ainda as dificuldades sentidas pelo camisola 7 no último encontro e enalteceu a sua postura: «O principal culpado do jogo dele foi Gasperini, que nos atacou por uma só ala — três homens contra Cucurella e ele. O que me incomodou foi a natureza do segundo golo, num momento em que a partida estava tranquilizada e equilibrada. Sabíamos como pressionavam ao homem e o Vini aí tem de segurar a bola ou cavar uma falta. Mas já passou.»
O técnico luso não poupou elogios ao caráter do atleta — «É um rapaz espetacular, com quem é muito fácil ter uma boa relação. Tem um valor tremendo porque consegue viver e sobreviver com um sorriso» — e gabou a capacidade do brasileiro de gerir a permanência na capital espanhola: «Se fosse eu, provavelmente não estaria aqui; no último verão teria forçado a saída para um clube e um estádio que respeitassem. Por amor ao clube e à cidade, por acreditar que se pode melhorar, renovou e segue com esse sorriso.»
Sobre eventuais conselhos transmitidos, falou em «conversas privadas». «Quando cheguei, ele renovou e assinalou que o Real Madrid é a sua casa, com a ilusão de continuar a fazer história e a conquistar títulos. Dá-se bem com todos no balneário, é um foco de alegria. Tenho muitas dúvidas se teria a força dele para continuar aqui perante todas as propostas que tinha», sublinhou.
Confrontado com declarações recentes de Javier Tebas, presidente da LaLiga, em relação ao clube (que pediu a sua demissão), Mourinho foi taxativo: «Entrou num campo em que só tem desculpas se for um caso clínico. O madridismo compreende aquilo que o Real Madrid enfrenta. Até pelo prestígio gigante que o futebol espanhol tem no estrangeiro, com o Mundial e o clube mais prestigiado, é melhor que isso fique apenas por aqui.»
Em relação ao mercado de transferências, o treinador descartou reforços e anunciou um regresso: «Amanhã o Militão estará convocado. Não peço contratações, estou contente. Gosto de um plantel curto. Para entrar alguém, alguém teria de sair. Se a direção colocar algo em cima da mesa, avaliaremos, mas não tenho a iniciativa de pedir jogadores.»