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Julieta Gallego tinha 24 anos um caminho pela frente no mundo do atletismo. A jovem espanhola, que competia no salto em comprimento pelo clube AD Sprint, está entre as 69 vítimas mortais do acidente ferroviário que ocorreu esta quarta-feira, em Urda, na província de Toledo, em Espanha.
A morte foi confirmada pelo clube que representava e pela Federação Espanhola de Atletismo. Nas redes sociais, as duas entidades prestaram homenagem à atleta e manifestaram solidariedade para com a família, os amigos e os colegas que partilhavam com ela a vida desportiva.
"Hoje é um dia muito triste para toda a família de AD Sprint. Despedimos-nos da nossa atleta Julieta Gallego, que integrava o nosos grupo de saltos, que nos deixou devido ao trágico acidente ferroviário de Urda.", escreveu o clube nas histórias do Instagram. "Farás para sempre parte da nossa família Sprint."
Em sinal de homenagem, o clube anunciou a realização de um minuto de silêncio nas suas escolas de atletismo, em memória de Gallego e das restantes vítimas do acidente. A iniciativa pretende permitir que atletas, treinadores e membros da comunidade desportiva se juntem num momento de recordação
Gallego tinha celebrado o 24.º aniversário a 9 de outubro e residia em Alemanha.
O acidente aconteceu esta quarta-feira na localidade de Urda, na província espanhola de Toledo. A colisão envolveu um comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Sevilha, e uma composição da Iryo que se encontrava imobilizada na mesma linha.
O balanço subiu para 69 mortos, segundo as autoridades regionais, enquanto as equipas de emergência continuavam os trabalhos no local. Esta quinta-feira, os meios de socorro prosseguiam a remoção dos destroços e a procura de possíveis vítimas, numa operação que mobilizou bombeiros, forças de segurança e outros serviços de emergência.
As circunstâncias do acidente estão a ser investigadas. Segundo informações divulgadas pelo ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, uma falha no sistema de sinalização esteve na sequência da paragem de vários comboios, tendo sido posteriormente autorizado o avanço de uma composição da Renfe apesar de existir um comboio da Iryo imobilizado à frente.