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No ping-pong que se tornou o abandono de Cristiano Ronaldo da seleção, o serviço cabe agora a Jorge Jesus. O Conselho de Disciplina aplicou uma pena intermédia e a multa máxima (255€) ao capitão de equipa mediante atenuantes, mas mais relevante é que libertou-o para estar elegível para a próxima convocatória de Portugal. Falou-se muito em salas de imprensa e em comunicados - e nos estúdios de TV -, mas agora vamos ter de passar às ações.
A não ser que Cristiano Ronaldo venha a público manifestar-se, Jorge Jesus será o primeiro a agir porque vai ter de decidir se chama o mais internacional dos portugueses ou se o episódio de Copenhaga, e o que lhe sucedeu, é inultrapassável.
Pelo que noticiamos, do lado do selecionador, e a da direção da FPF, o caso é para ficar sarado. Assim, perspetiva-se que Jorge Jesus chame de novo Cristiano Ronaldo para os jogos com a Dinamarca, em Braga, e com o País de Gales, em Cardiff. E depois perspetiva-se que o treinador aja como deve agir: pensar na melhor equipa, naquele momento, para garantir frente à Dinamarca o primeiro lugar do Grupo e jogar frente a um 2.º classificado nos quartos de final.
Jesus tem todo o direito de convocar Cristiano Ronaldo e todo o direito de o colocar no banco no primeiro, no segundo, ou em ambos os jogos, sendo que o inverso também é verdade.
Porém, e este não é um porém de somenos, falta perceber como reagirá Cristiano Ronaldo ao castigo - algo que o próprio assumiu que teria de ter -, mas sobretudo a uma convocatória. Quando Jesus definir a lista para a dupla jornada, saberemos o que pensará Cristiano Ronaldo, quando se juntar aos colegas. Isto, claro, se não tiver nenhum problema físico que o impeça de jogar.
Uma nota final: ficou o mundo a saber quanto custa desertar da seleção e o que atenua uma sanção, mas ficámos também nós a saber o que mundo pensa do futebol português e os seus regulamentos: «Ridículo», escreveu-se por aí fora.