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Na linha do que disse Artur Jorge em sua entrevista coletiva após a vitória por 1 a 0 contra o Remo, o Cruzeiro voltou a sofrer com a falta de criatividade, mas por outro lado, deixou a oscilação para trás a dias do último clássico do ano.
– Em relação ao jogo, vale pela vitória. Um jogo que reproduz em termos práticos uma noite pouco inspirada do que de costume. Mas o suficiente para ganharmos. Vamos analisar mais uma vitória para continuar em nosso percurso. Campeonato está terminando, precisamos vencer, não foi um jogo brilhante. Mas foi uma vitória muito importante, em um jogo difícil. Lutamos por um objetivo, o Remo por outro.
Contra o Remo, o Cruzeiro teve seu pior xG desde a derrota para o Vasco por 3 a 1, tendo apenas 0,85 gols esperados. Além disso, também fez seu jogo com menos chutes desde a derrota para o Santos, quando deu os mesmos nove e acertou os mesmos quatro na direção do gol.
Outro fator que mostra a falta de criatividade é a estatística de chutes dentro da área, com apenas seis, pior número desde a derrota para o Cruz-maltino.
Uma das justificativas do técnico para o desempenho da equipe foi a liberdade dada pela equipe celeste ao adversário.
– Sabia que o Remo era uma equipe que costumava vender caro os pontos. É a equipe que mais empatou no Brasileirão. Acaba tendo resultados muito equilibrados. O que me salta é que nós, na primeira metade, demos muito espaço ao adversário para pensar e decidir. Isso nos desgastou e pagamos a fatura na parte final com a equipe se sentindo desgastada. Foi a obrigação de distâncias que terminamos por percorrer para encaixar marcações porque fomos mais reativos do que proativos. Demos tempo para pensarem com a bola. Quando acontece, seja o primeiro ou último. Deixei esse alerta durante a semana sobre o perigo do jogo que poderia ser fácil, mas se comprovou que na prática não seria – explicou.
Sem João Marcelo, a única grande mudança na escalação do Cruzeiro foi a entrada de Fabrício Bruno no time titular, autor do único gol da partida. Mas sua presença não alterou muito o comportamento da equipe em campo.
Porém, nas laterais houve um pequeno ajuste durante o jogo. Enquanto Arroyo esteve em campo, deu profundidade e amplitude, com William avançando bastante, mas centralizando, enquanto Villalba ia até a linha de fundo. Quando o camisa 99 foi substituído por Wesley, o novo atacante passou a dar profundidade pelo lado esquerdo.
Apesar da fala de Artur Jorge de que o Cruzeiro deu espaço demais ao Remo no primeiro tempo, os mineiros tiveram mais posse nos primeiros 45 minutos e venceram mais duelos, tanto pelo chão como pelo alto.