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Richarlison mostrou documentos e revelou que enviou mensagens ao candidato Flávio Bolsonaro (PL)Reprodução / Redes sociais
Publicado 21/10/2026 11:56 | Atualizado 21/10/2026 11:57
O atacante Richarlison voltou a falar nas redes sociais sobre a disputa por uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Dessa vez, o jogador mostrou documentos de compra e revelou que enviou mensagens, no início do ano, ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para resolver o caso.
Segundo o atleta, ele e o deputado Alencar da Silveira Júnior compraram a área em outubro de 2020, com investimento de cerca de R$ 10 milhões, entre pagamento aos antigos posseiros (R$4.660 milhões), reformas e segurança contra invasões.
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"Indenizamos todos os antigos moradores, com acordo em cartório, e a Justiça do Rio de Janeiro validou a nossa posse. Fizemos tudo dentro da lei. A recompensa? O nosso pedido de regularização foi jogado na gaveta do Governo Federal (SPU) por 10 meses. Enquanto isso, o grupo do advogado ressuscitou uma empresa (inapta desde 2018), com sócios já falecidos, e ludibriou uma viúva de 78 anos para tomar a nossa ilha. O que o Governo Federal fez? Aprovou a transferência do patrimônio para a empresa deles a jato, numa 'modalidade especial'", escreveu Richarlison.
O jogador frisou que quer a ilha de volta. "Ganhamos na Justiça de Angra dos Reis, mas tudo começou a mudar quando o Willer contratou um advogado filho de um ministro do STJ. Aí, mudaram a sentença e se sentaram em cima do processo! Hoje a ilha está no nome de uma empresa (WT Administração) presidida por uma senhora que confessou ser empregada doméstica. Eu quero a ilha de volta, com a casa reconstruída do mesmo jeito que estava antes de você demoli-la", afirmou.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não recebeu retorno até o momento. O espaço segue aberto.
No último sábado (17), Richarlison postou um vídeo pedindo que a Polícia Federal (PF) investigue o caso. O jogador também afirmou que pretende recuperar cerca de R$ 10 milhões que, de acordo com ele, foram investidos na propriedade.
No vídeo, o ex-atacante do Fluminense acusa o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) de ter obtido a posse do imóvel sem ressarcir os valores que afirma ter investido. O jogador também cita o advogado Willer Tomaz, que tem ligação com a empresa beneficiada por uma decisão judicial na disputa pela propriedade.
"Eu só quero receber o que é meu, o que eu conquistei trabalhando. Não quero a ilha de volta, não quero nada disso. Só quero o meu dinheiro, o dinheiro que eu investi ali. Foram quase R$ 10 milhões investidos naquela ilha. Eu trabalhei, suei, joguei futebol para conquistar esse dinheiro e não acho justo simplesmente perder tudo dessa forma", declarou o jogador. "Não estou pedindo nada de ninguém. Estou pedindo apenas que devolvam aquilo que é meu e que a Justiça investigue o que aconteceu", disse na ocasião.
Segundo o atacante, houve interessados na compra do imóvel, entre eles Flávio Bolsonaro, mas ele afirma ter recusado a proposta feita pelo senador.
"Eu não quis vender a ilha pra ele. E aí que pegou, né? Como eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. Eu não aceitei vender porque não queria, porque era um investimento meu, um sonho meu. Aí, depois disso, começou toda essa confusão", contou.
A disputa teve início em 2020, quando uma empresa ligada a Richarlison adquiriu os direitos de ocupação do imóvel. Posteriormente, a posse passou para uma empresa vinculada ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio Bolsonaro.
Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa ligada a Tomaz. Os processos foram encerrados após os autores desistirem das ações.