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Carlo Ancelotti afirmou que a pressão faz parte de sua rotina há três décadas e não considera as cobranças na Seleção Brasileira uma novidade. Durante a coletiva da convocação, nesta quinta-feira (29), o italiano foi questionado sobre a influência da opinião pública na continuidade do trabalho e respondeu que convive com essa exigência desde o início da carreira como treinador.
— A pressão chegou pela primeira vez em 1996, no primeiro jogo na segunda divisão, e até agora a pressão está aqui, sobre a minha cabeça. A pressão é absolutamente normal pelo trabalho que fazemos. Então, entendo perfeitamente a pressão dos meus colegas, porque é a mesma pressão.
A pergunta relacionou as trocas de técnicos no Campeonato Brasileiro à cobrança por resultados na Seleção, especialmente com uma Copa América pela frente. Ancelotti não fez projeções sobre sua permanência e concentrou a resposta nas exigências da profissão.
Para o treinador, o tamanho da competição ou a categoria não elimina a responsabilidade de quem comanda uma equipe. Mesmo em ambientes com menor repercussão, a cobrança continua presente.
— Tu podes ter países onde há um pouco menos de pressão, mas a pressão do treinador individualmente é igual em todos os lados. Em todos os setores: pode ser a seleção, a primeira divisão, a segunda divisão e também o treinador de base tem pressão. É absolutamente normal.
Ancelotti também destacou que a exigência por resultados pode ajudar a manter o profissional atento ao trabalho.
— Mas tenho também que dizer que a pressão não é uma coisa negativa. A pressão mantém-te desperto. Não te permite dormir.