Voltar
O Santos de Cuca deu sinais positivos ao apostar em Neymar, Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol juntos no setor ofensivo. Na vitória de virada sobre o Fluminense, por 2 a 1, o time mostrou poder de reação e encontrou caminhos para ameaçar o adversário, embora o desempenho também tenha evidenciado a necessidade de ajustes para que a formação alcance seu melhor rendimento.
A presença dos principais nomes do ataque não impediu um início complicado. Logo aos quatro minutos, o Santos sofreu o primeiro gol e passou a conviver com dificuldades defensivas, oferecendo espaços para o Fluminense e cometendo falhas que se repetiram ao longo do primeiro tempo.
Nos acréscimos, Neymar teve uma boa oportunidade, mas parou em Fábio. O goleiro tricolor também foi importante para evitar que a equipe carioca sofresse mais gols, com defesas que contribuíram para manter a diferença mínima no placar.
A postura santista mudou depois do intervalo. Mais agressivo, o Peixe conseguiu reagir e virou a partida, enquanto o Fluminense perdeu intensidade e passou a conceder espaços. Nos 15 minutos finais, o Santos encontrou possibilidades de construir tabelas perto da área adversária e esteve perto de ampliar a vantagem. Neymar acertou a trave em uma das oportunidades.
Autor do gol da virada, Philippe Coutinho marcou pela primeira vez com a camisa do Santos e foi decisivo para o resultado. O lance também reforçou a expectativa em torno de um setor ofensivo que reúne jogadores capazes de definir partidas em momentos importantes.
Neymar, por sua vez, teve uma das atuações mais destacadas da equipe. O camisa 10 recebeu elogios de Cuca, que considerou a partida a melhor do atacante desde sua chegada ao clube.
Gabigol também reforçou seu peso no confronto. Com o gol marcado, chegou a 16 contra o Fluminense na carreira, sendo cinco pelo Santos e 11 pelo Flamengo. Artilheiro santista na temporada, o atacante soma 25 gols e 10 assistências.
Cebolinha não foi o principal protagonista da partida, mas oferece ao treinador mais uma alternativa para o setor ofensivo. Sua capacidade de movimentação e de acelerar as jogadas amplia as possibilidades de ataque e pode ajudar a tornar o time menos previsível.
— Quarteto, eu incluiria ainda o Bontempo, que é um meia. O que temos que fazer quando jogamos assim, com um time ofensivo fora de casa, é agrupar. Em alguns momentos em que não agrupa, tem dificuldade porque não é característica do time marcar. Mas vai ficar com a bola. É o potencial que eles têm. Temos que tentar unir os melhores jogadores e pôr em prática. Lógico que requer tempo. Eles têm que se condicionar melhor, conhecer melhor o outro — avaliou Cuca.