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O veterano Stan Wawrinka, três vezes campeão de Grand Slam e ex-número 3 do mundo, encerrou sua longa carreira nesta terça-feira (27), aos 41 anos, após perder para o tcheco Jiri Lehecka (21º) por 7-5 e 7-6 (7/2) na primeira rodada do ATP 500 da Basileia.
Profissional desde 2002, o tenista do cantão de Vaud, que caiu para a 151ª posição no ranking mundial, deixa o circuito com 16 títulos conquistados, incluindo o Aberto da Austrália e o Masters 1000 de Monte Carlo em 2014, Roland Garros em 2015 e o US Open em 2016.
Campeão olímpico de duplas nos Jogos de Pequim 2008, ao lado de seu ilustre compatriota Roger Federer, Wawrinka também conquistou a Copa Davis em 2014.
Ao lado do britânico Andy Murray - ex-número 1 do mundo e também tricampeão de Grand Slams -, ele foi um dos poucos jogadores que conseguiram desafiar o domínio quase absoluto de Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic nos torneios de Major.
Wawrinka é, além disso, um dos três únicos jogadores que derrotaram Federer, Nadal, Djokovic e Murray em um dos quatro grandes torneios do tênis mundial.
O suíço já havia sido homenageado na segunda-feira, na Basileia, durante uma cerimônia que contou com a presença da ex-número 1 do mundo, Martina Hingis. Ele é o terceiro ex-integrante do top 10 a se aposentar em poucas semanas, depois do japonês Kei Nishikori e do francês Gaël Monfils.
Em sua última temporada no circuito, Wawrinka se destacou ao alcançar, em janeiro, a terceira rodada do Aberto da Austrália e ao conseguir retornar brevemente ao top 100 mundial em fevereiro.
Desde que completou 40 anos, em março de 2025, o tenista de Lausanne venceu 12 partidas no circuito principal, um recorde desde a criação do circuito ATP, em 1990.
Vencedor de seu último título da ATP em Genebra, em 2017, o tenista destro e que possui um temível backhand de uma mão - sofreu, posteriormente, diversas lesões, passando, inclusive, por duas cirurgias no joelho esquerdo e duas no pé esquerdo.