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O Corinthians empatou com o Vitória por 1 a 1, na Neo Química Arena, jogando pela primeira vez sem a logo da Fatal Fans no uniforme, em cumprimento a uma decisão liminar da Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional do Tatuapé do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Atendendo a uma ação do Ministério Público do Estado (MP-SP), a medida vetou a exposição, divulgação e promoção da plataforma de conteúdo adulto, dando ao clube 15 dias para remover a marca de todos os espaços.
O aspecto notável da partida não foi a ausência em si, já esperada, mas o confronto com um adversário que é patrocinado por um concorrente da Fatal Model, dona da Fatal Fans (que opera no segmento de sites de conteúdo como o Onlyfans).
O Vitória leva na frente da camisa a marca Skokka, que se define como "a maior plataforma de publicidade para acompanhantes independentes no mundo". Ao clicar no link de acesso ao site, a reportagem caiu em uma página borrada com o seguinte aviso: "Este site contém conteúdo destinado a adultos. Em conformidade com a Lei ECA Digital nº 15.211 , o acesso a alguns conteúdos pode exigir verificação de idade. O processo de verificação é simples, anônimo e seguro". Aceitando os cookies, abriu-se a página inicial com um lembrete que ainda dá tempo de votar para o Prêmio Reclame Aqui 2026.
O Leão já foi patrocinado pela Fatal Model e, em janeiro de 2026, firmou contrato com a Skokka. No anúncio da parceria, o presidente Fábio Mota declarou: "O Vitória é o primeiro clube a ser patrocinado, assim como foi com a Fatal. Estamos no estado onde não admitimos preconceito, temos miscigenação no país. Estamos sempre abertos a trazer apoio e passar mensagem".
Em nota divulgada no dia 5 de outubro, o Alvinegro afirmou que "o Corinthians reitera que está cumprindo as determinações do Juízo, confia no contraditório e apresentará sua defesa no processo. A proteção de crianças e adolescentes, assim como o respeito às mulheres, são compromissos do Clube, e não de agora".
Na decisão do TJ-SP, que naturalmente não atinge clubes de outros estados, a atividade da Fatal Fans foi definida como "perigo do dano, diante do risco concreto à integridade emocional, à dignidade e ao desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes". O processo segue tramitando, sob segredo de justiça.