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A diretoria do Corinthians, que empatou nesta segunda-feira, 19, com o Esporte Clube Vitória em 1 a 1, vem se movimentando nos bastidores para uma possível rescisão dos naming rights de seu estádio.
Atualmente, esses direitos de nome são de posse da Hypera Pharma, que nomeou a arena como “Neo Química Arena” e, no contrato assinado em 2020, com validade de 20 anos, há uma tabela com valores decrescentes para o caso de rescisão unilateral.
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Para 2026, o valor da rescisão do acordo indica R$ 47,85 milhões, sendo esse o montante considerado pelo Corinthians na atual negociação com a Hypera Pharma.
Por outro lado, a empresa farmacêutica clama pela correção pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), considerando os valores do período de vigência do acordo. Com isso, a multa seria reajustada para pouco mais de 41%.
Portanto, o montante a ser pago pelo Corinthians estaria na casa dos R$ 68 milhões.
Mesmo visando a rescisão, a diretoria do Corinthians estaria tentando realizar o processo da forma mais amigável para manter a boa relação com a empresa, que é utilizada como arma para uma possível redução de preços.
Conforme aponta o GE, o clube teria oferecido acordos de patrocínio como uma das opções para redução do valor a ser pago pela rescisão.
Além disso, a Hypera Pharma ainda poderia assumir os naming rights de outras frentes do clube, como o CT Joaquim Grava.
Essa movimentação do clube paulista em tentar remover a Hypera Pharma como detentora dos direitos de nome da arena acontece porque o Corinthians busca um acordo com a Caixa para essa vertente.
O acordo estaria sendo acertado para que as dívidas do Corinthians com a Caixa, que atualmente beiram os R$ 630 milhões, fossem quitadas.
A diretoria do Parque São Jorge considera que os naming rights atualmente valem cerca de R$ 70 milhões por temporada, bem acima dos R$ 15 milhões anuais pagos pela Hypera Pharma, pagos desde a assinatura do contrato, em 2020.
Além disso, o projeto entre as duas instituições ainda envolve outros ativos, como:
Com esses valores acertados, a dívida envolvendo o Corinthians e a Caixa poderia ser dada como quitada, visto que o banco teria o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por determinado período.
Recentemente, tanto o clube quanto o banco se reuniram para que as negociações fossem iniciadas. Neste encontro, que aconteceu na última sexta-feira, 16, estiveram presentes:
Em nota emitida tanto pelo clube quanto pelo banco, é dito que foi firmado um acordo de confidencialidade para a continuidade do acordo.
“A Caixa e o Sport Club Corinthians Paulista informam que avançaram nas conversas voltadas à avaliação de alternativas para o aprimoramento da relação entre as partes”, informou a nota.
“Durante a reunião, o banco e clube formalizaram a assinatura de um termo de confidencialidade. As tratativas permanecem em curso e as conversas seguem em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência.”