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A cobrança enfática do técnico Roger Silva sobre a falta de pontaria do Atlético-GO encontra respaldo direto nas estatísticas gerais do campeonato. Na tabela dos melhores ataques da Série B de 2026, o Dragão aparece apenas na 10ª posição entre os setores ofensivos mais produtivos, acumulando uma distância de exatos 20 gols em relação ao líder Novorizontino.
A disparidade ofensiva ajuda a explicar a queda de rendimento do time campineiro na reta decisiva, que culminou na saída do G-6 após quatro partidas consecutivas sem vitória.
O levantamento oficial dos setores ofensivos da competição ilustra como os concorrentes diretos pelo acesso têm sido mais letais na grande área:
Com 42 bolas na rede ao longo de 35 rodadas, a média ofensiva do Atlético-GO é de 1,20 gol por jogo, índice insuficiente para acompanhar o ritmo dos ponteiros:
O próximo compromisso do Atlético-GO colocará frente a frente duas equipes que figuram na parte inferior do top 10 ofensivo. Na segunda-feira (2 de novembro), às 16h, o Dragão desafia na Arena Castelão o Fortaleza, que balançou as redes 43 vezes (apenas um gol a mais que os goianos).
A diferença reside na consistência defensiva e no momento: enquanto o Leão do Pici soube ser cirúrgico para se manter invicto no returno e somar 61 pontos na 4ª colocação geral, o Rubro-Negro campineiro amarga o desperdício de chances que reduziu suas probabilidades de classificação a 15,3%. Para Roger Silva, calibrar a pontaria nos 90 minutos em Fortaleza é a única saída para estancar o jejum e manter vivas as esperanças de acesso.