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Nem Flamengo, nem Jorginho confirmam publicamente, mas o blog conseguiu apurar que o volante testou mesmo positivo em um exame antidoping feito pela Conmebol. A informação que circula entre os jogadores do Rubro-Negro é de que o volante acabou por ingerir um medicamento que era da sua esposa, de forma acidental.
Essa deve ser a defesa de Jorginho, que já contratou um dos maiores especialistas em direito esportivo do país. A contraprova, inclusive, já foi realizada e esperava-se pelo resultado nesta terça-feira, mas ele ainda não saiu. O Flamengo acompanha o caso de perto.
Uma das fontes do blog afirma que a substância que causou o doping é um diurético. A Wada (Agência Mundial Antidopagem) classifica os diuréticos na categoria S5 - Diuréticos e Agentes Mascarantes. O principal motivo é que eles podem aumentar a eliminação de água pela urina, dificultando a detecção de outras substâncias proibidas em exames antidoping.
Entre os diuréticos proibidos, estão furosemida, hidroclorotiazida, espironalactona, clortalidona e indapamida. Pelas regras da Fifa e da Wada, o atleta é responsável pelas substâncias encontradas em seu organismo, mesmo quando não existe intenção de trapacear.
As possíveis punições neste caso são as seguintes:
- uso intencional para mascarar doping: suspensão de 4 anos
- uso sem intenção comprovada de doping: suspensão-base de 2 anos
- culpa ou negligência não significativa: advertência de até 2 anos
- ausência comprovada de culpa ou negligência: possibilidade de nenhuma suspensão
A informação sobre o doping de Jorginho foi publicada primeiro pelo jornalista Thiago Asmar, o Pilhado, na semana passada. O atleta vem jogando pelo Rubro-Negro, mas não dá entrevistas.
Filme repetido: o Flamengo já conviveu com um problema similar nos últimos anos por causa de Gabigol. O atacante enfrentou a acusação de tentativa de fraude em exame antidoping, após teste surpresa no Ninho do Urubu em 8 de abril de 2023.
O Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem decidiu, em março de 2024, suspender o jogador por dois anos, com a punição inicialmente prevista até abril de 2025. Porém, em julho de 2025, o atacante acabou absolvido pelo CAS, que anulou a punição de 24 meses.