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Resumo
Dibu Martínez revelou ter arriscado a própria integridade física para disputar a Copa do Mundo após fraturar o dedo anelar da mão direita. Apoiado pelo técnico Lionel Scaloni, o goleiro argentino recusou uma cirurgia imediata, treinou sob intensa dor e atuou com proteção e luvas especiais. A decisão de adiar a operação frustrou uma transferência para a Itália e deixou sequelas permanentes, impedindo-o de fechar a mão por completo, sacrifício que ele afirmou que repetiria pela seleção.
Dibu Martínez revelou novos detalhes sobre a lesão no dedo que quase o tirou da Copa do Mundo. Em entrevista ao canal Los Edul, veiculada nesta sexta-feira, o goleiro da seleção argentina detalhou o drama físico que enfrentou nos bastidores do torneio e admitiu ter colocado a própria integridade física em risco para estar em campo.
Segundo Dibu, a gravidade do problema ficou evidente após a realização de exames de imagem. O goleiro havia lesionado o dedo anelar da mão direita durante o aquecimento para a final da Liga Europa, em maio, quando defendia o Aston Villa.
Após a avaliação médica, os exames apontaram uma fratura, e os profissionais recomendaram uma cirurgia. Ao ver o resultado, o argentino contou que chegou a chorar ao imaginar que ficaria fora da competição. A situação mudou após uma mensagem de Lionel Scaloni, que garantiu que manteria o jogador no grupo independentemente de suas condições físicas.
"Me mostram a imagem com o dedo quebrado ao meio. Eu começo a chorar: 'Não chego ao Mundial, não chego'. Aí recebo uma mensagem do Scaloni dizendo: 'Chegue ou não chegue, eu vou te bancar. Venha igual'", relatou.
Para conseguir disputar a Copa, Martínez optou por não passar por cirurgia e, junto aos médicos da seleção argentina, decidiu utilizar uma proteção de plástico sob as ataduras. A Adidas também preparou uma luva especial para o goleiro, que inicialmente sentia apenas quatro dedos da mão direita. Durante parte da concentração, Martínez treinou com bolas de vôlei e precisou limitar os movimentos de queda para evitar que a fratura se agravasse.
"Eu me atirava como um zumbi. Caía e apoiava a mão e era de ver estrelas... Meu irmão me dizia: 'Não jogue'. Todas as noites eu chorava até meia-noite com o dedo feito uma morcilha", contou.
A decisão de adiar a operação deixou consequências para o argentino. Mesmo após o fim da Copa, os exames mostraram que o osso continuava partido. O problema também interferiu em uma negociação com um clube italiano, já que os médicos exigiam uma cirurgia e dez semanas de afastamento. Martínez afirmou que não consegue fechar completamente o punho e que convive com limitações permanentes na mão.
"Este dedo ficou assim para a vida inteira. Se eu tiver que dar um soco em alguém, não consigo fechar a mão... Mas são os riscos que você corre pela seleção. Eu faria tudo de novo", concluiu.
Dibu Martínez foi o goleiro titular da seleção argentina na campanha da Copa do Mundo de 2026. O atleta, ao lado da equipe, chegou à final da competição, quando perdeu para a Espanha por 1 a 0. O argentino tem em seu currículo pela seleção uma Copa do Mundo (2022), duas conquistas da Copa América (2021 e 2024) e uma Finalíssima (2022).