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Não é apenas na fantasia que o Dia das Bruxas pode assustar o torcedor. No futebol, algumas noites também parecem saídas de um filme de terror. A Champions League guarda derrotas que continuam assombrando gigantes europeus, com goleadas inesperadas, viradas improváveis e eliminações que transformaram campanhas promissoras em verdadeiros pesadelos.
Entre os casos mais emblemáticos estão a goleada do Bayern de Munique sobre o Barcelona em 2020, a virada do Liverpool sobre o clube catalão em 2019 e a eliminação do Milan diante do Deportivo La Coruña em 2004. Cada partida tem uma história diferente, mas todas mostram como o peso da camisa nem sempre é suficiente para evitar uma noite de terror.
Em agosto de 2020, o Barcelona sofreu uma das derrotas mais dolorosas de sua história recente. Em jogo único pelas quartas de final da Champions League, disputado em Lisboa, o clube espanhol perdeu por 8 a 2 para o Bayern de Munique e foi eliminado da competição.
O resultado foi ainda mais impactante pelo contexto. O Barcelona tinha Lionel Messi no elenco e era um dos clubes mais poderosos do futebol europeu, mas não conseguiu conter a intensidade do adversário. Thomas Müller marcou duas vezes, enquanto Philippe Coutinho, emprestado pelo próprio Barcelona, entrou no segundo tempo e também balançou as redes duas vezes.
O Bayern construiu uma atuação dominante e transformou a partida em um símbolo da distância que havia se aberto entre as duas equipes naquele momento. A goleada também se tornou um dos resultados mais marcantes da história das quartas de final da competição.
Um ano antes, o Barcelona havia protagonizado outro episódio que entraria para a lista de seus maiores traumas europeus. Depois de vencer o Liverpool por 3 a 0 na ida da semifinal, o time espanhol chegou a Anfield com uma vantagem considerável e a expectativa de disputar mais uma final continental.
O cenário mudou completamente na Inglaterra. Sem Mohamed Salah e Roberto Firmino, o Liverpool venceu por 4 a 0 e avançou com um placar agregado de 4 a 3.
Divock Origi abriu o placar, e Georginio Wijnaldum marcou duas vezes em um intervalo de pouco mais de dois minutos. O quarto gol ficou marcado pela cobrança rápida de escanteio de Trent Alexander-Arnold, que encontrou Origi livre para finalizar.
A eliminação mostrou que nem mesmo uma vantagem de três gols era suficiente para garantir tranquilidade diante de um adversário capaz de manter a pressão até o fim.
Na temporada 2017/18, o Barcelona voltou a sofrer uma eliminação inesperada. Depois de vencer a Roma por 4 a 1 no jogo de ida das quartas de final, a equipe catalã parecia encaminhada para a semifinal.
Na volta, porém, a Roma venceu por 3 a 0, com gols de Edin Džeko, Daniele De Rossi e Kostas Manolas. O resultado deixou o confronto empatado em 4 a 4 no agregado, e os italianos avançaram pelo critério dos gols fora de casa, vigente naquela edição.
A Roma encerrou um longo período sem chegar à semifinal da principal competição europeia. Para o Barcelona, a queda representou mais uma eliminação depois de abrir uma vantagem confortável no primeiro jogo.
Em 2004, o Milan chegou às quartas de final como atual campeão europeu e depois de vencer o Deportivo La Coruña por 4 a 1 na partida de ida. A classificação italiana parecia muito próxima, mas o jogo de volta mudou tudo.
No Estádio Riazor, o Deportivo venceu por 4 a 0 e avançou à semifinal com um placar agregado de 5 a 4. A equipe espanhola desmontou a vantagem construída pelo Milan e protagonizou uma das maiores viradas da história do torneio.
O resultado ganhou ainda mais peso pela força do elenco italiano, que contava com nomes como Paolo Maldini, Andrea Pirlo e Kaká. A eliminação mostrou que a experiência e o favoritismo não impedem um time de ser surpreendido em uma noite decisiva.
Nem toda noite de terror termina com um gigante eliminado. Em abril de 2007, o Manchester United transformou a Roma em vítima de uma das goleadas mais expressivas da história das quartas de final da Champions League.
Depois de perder por 2 a 1 na ida, o clube inglês venceu por 7 a 1 em Old Trafford e avançou com um agregado de 8 a 3. Cristiano Ronaldo marcou duas vezes, assim como Michael Carrick, em uma atuação coletiva que deixou pouca margem para reação italiana.
A goleada entrou para a memória da competição como um exemplo de como um confronto equilibrado pode mudar completamente de figura quando uma equipe encontra seu melhor desempenho em uma noite decisiva.