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Corinthians: Ministério Público pede prisão de vice-presidente réu no “escândalo das camisas”

Pedido veio após demissão do diretor de tecnologia da informação do clube, tido como testemunha chave na apuração

Armando Mendonça, durante evento realizado no Parque São Jorge - José Manoel Idalgo / Corinthians

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  • Promotor pede prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians por suspeitas no escândalo das camisas.
  • Auditoria aponta prejuízo de R$ 6,2 milhões com desvios e vendas irregulares de materiais esportivos.
  • Demissão de diretor que conduziu auditoria levanta suspeita de coação antes de audiência judicial.

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A crise política em que se afundou o Corinthians parece estar longe do fim. Nesta sexta-feira (16), o promotor Cássio Conserino apresentou à 25ª Vara Criminal de São Paulo o pedido de prisão preventiva do segundo vice-presidente do clube, Armando Mendonça, réu no caso que ficou conhecido como o “escândalo das camisas”.

O Ministério Público apura, desde meados deste ano, suspeitas de desvios, retiradas irregulares e sumiço de uniformes e materiais esportivos fornecidos pela patrocinadora Nike, incluindo lotes contendo 100 camisas oficiais, além de calças, blusas, shorts, tênis, malas e mochilas de viagem, além de peças comemorativas exclusivas relativas à partida de futebol americano da NFL, realizada no ano passado na Neo Química Arena.

O esquema, que teria Mendonça como figura central, teria ocasionado prejuízo de R$ 6,2 milhões ao Corinthians.

Demissão

O pedido de prisão foi motivado pela demissão do diretor de tecnologia da informação Marcelo Munhoes, ocorrida nesta sexta. O profissional havia sido responsável por conduzir o levantamento técnico na auditoria que apurou internamente o caso.

A análise constatou que os materiais vinham sendo retirados irregularmente do almoxarifado do Centro de Treinamento e do Parque São Jorge, sem que isso fosse registrado nos sistemas internos do clube.

Auditorias paralelas concluíram que a retirada de materiais estava 300% acima da cota anual regulamentar e que existiria um esquema clandestino de venda de camisas oficiais a preços abaixo do mercado, que variavam de R$ 150 a R$ 180.

O impacto dessa situação foi tão grave que, em 13 de setembro do ano passado, o Timão teve de entrar em campo com o uniforme reserva para a partida contra o Fluminense, válida pela Série A do Brasileirão, por conta da falta de camisas oficiais do modelo principal para os atletas.

Para o promotor de Justiça que apura o caso, a demissão do diretor de tecnologia da informação, semanas antes da audiência de instrução prevista para ocorrer no dia 10 de novembro, representaria uma forma de coação e intimidação de testemunhas.

Advogados de Mendonça emitiram nota alegando que o vice-presidente não teria poder, perante o Estatuto do clube, para demitir diretores, uma vez que essa seria uma atribuição exclusiva do presidente.

Eles sustentam ainda que a saída de Munhoes foi motivada por questões políticas, tendo em vista que o profissional teria ingressado em uma chapa de oposição para as próximas eleições do clube, que ocorrerão no fim do ano. O pedido de prisão preventiva ainda será analisado pela Justiça.

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