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Clarence Seedorf começou seu trabalho no Corinthians com uma postura que tem chamado atenção nos bastidores do CT Joaquim Grava. Apesar da fama de exigente, o treinador holandês tem demonstrado proximidade com os jogadores e adotado uma abordagem mais acolhedora.
O novo comandante tem buscado estabelecer uma relação de confiança com o elenco, oferecendo cuidado e atenção individual aos atletas. A postura é vista como a de um “paizão”, sem que isso represente uma diminuição das cobranças no dia a dia.
A proposta de trabalho apresenta uma abordagem diferente para o grupo, especialmente em um momento de pressão pelos resultados. Seedorf procura equilibrar o lado humano com a exigência por intensidade, comprometimento e responsabilidade.
O treinador entende que a recuperação do Corinthians não depende apenas de mudanças táticas. A atenção individual tem sido uma das características desse início de trabalho, com o objetivo de compreender as necessidades dos jogadores.
Mesmo com uma postura mais próxima, o holandês não abre mão da disciplina. A intenção é construir um ambiente em que os atletas se sintam respaldados, mas também reconheçam a necessidade de responder às cobranças dentro de campo.
Essa abordagem ganha importância diante da situação delicada do Timão no Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a 16ª colocação, com 32 pontos, mesma pontuação do Internacional, primeiro clube na zona de rebaixamento.
Apesar da movimentação nos bastidores, Seedorf não poderá comandar o Corinthians à beira do gramado contra o Vitória, na próxima segunda-feira (19), às 20h, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada do Brasileirão.
O clube não conseguiu registrar o treinador no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF dentro do prazo. A pendência está relacionada à conclusão dos procedimentos para obtenção do visto de trabalho do holandês.
Como o regulamento exige a inscrição até o dia útil anterior à partida, Seedorf ficará fora do banco de reservas. O auxiliar Léo Porto e o analista de desempenho Raony Thadeu serão responsáveis por comandar a equipe durante o confronto.