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Exatos 3614 dias separam 7 de dezembro de 2016 e 1º de novembro de 2026. Por acaso do destino, algo liga as duas datas. Grêmio e Atlético-MG, finalistas da Copa do Brasil há 10 anos, se reencontram em busca de uma vaga na decisão de 2026.
O cenário de 2016 era bastante diferente. O Tricolor era o time do momento e encantava. Gols gremistas viralizaram pelo toque de bola, pela facilidade em jogar futebol. E, bom, o Atlético-MG era o desafiante, com nomes como Robinho, Lucas Pratto e Victor.
No jogo de ida, no Mineirão, o Grêmio abriu 2 a 0 com dois gols de Pedro Rocha. O artilheiro da noite, no entanto, foi expulso aos 22 minutos da etapa final e deixou a equipe com um jogador a menos.
A pressão do Galo aumentou e, em lance de bola parada, Gabriel diminuiu para os mineiros. Mas o roteiro já estava escrito. Em contra-ataque puxado pelo zagueiro Pedro Geromel, Everton Cebolinha garantiu a vantagem para a partida de volta — 3 a 1.
O jogo de volta foi adiado em sete dias após a Tragédia da Chapecoense. A emoção começou antes do jogo, com as justas homenagens à Chape. O minuto de silêncio valorizado por um solo de corneta fez chorar boa parte dos mais de 55 mil torcedores presentes.
Com a pressão de 15 anos sem títulos, o Grêmio lotou o estádio em busca do título da Copa do Brasil. A tensão permaneceu na Arena até os 43 minutos do segundo tempo, quando Bolaños fez 1 a 0. Nem o gol de Cazares três minutos depois acabou com a festa da torcida gremista. Depois do término da partida ainda deu tempo para as expulsões de Erazo e Kannemann.
Autor de dois gols e expulso no jogo de ida, o atacante atualmente está no Coritiba.
Contratado como um dos grandes nomes daquela temporada, o equatoriano marcou o gol do título na Arena. Foi peça importante da conquista da Libertadores no ano seguinte. Atualmente, joga pelo Guayaquil City, no país onde nasceu.
Além da solidez defensiva, o zagueiro foi peça fundamental para a construção do terceiro gol no Mineirão. Na volta, impediu que o Grêmio sofresse mais pressão do Atlético-MG. Aposentou-se do futebol no fim da temporada de 2024.
Fez o gol que deu tranquilidade para o Grêmio na partida de volta. Na Arena, participou do gol de Bolaños. Foi o 12º jogador daquela campanha que acabou com o jejum de 15 anos sem títulos. Atualmente, está no Flamengo.