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A derrota do São Paulo por 3 a 2 para o Bahia, na noite de quarta-feira, 28, na Arena Fonte Nova, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, não fez com que o São Paulo voltasse para casa apenas sem pontuar - marcou também o pior desempenho defensivo da equipe desde o retorno de Dorival Júnior ao comando técnico.
Pela primeira vez nesta terceira passagem do treinador pelo clube, o Tricolor paulista sofreu três gols em uma mesma partida, interrompendo uma sequência de jogos em que o sistema defensivo havia conseguido evitar placares mais elásticos, mas também evidenciou um problema recorrente: a dificuldade de neutralizar jogadas pelo alto.
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Os três gols marcados pelo Bahia tiveram origem em bolas levantadas na área, situação que já havia prejudicado o São Paulo em momentos anteriores da temporada.
Antes de enfrentar o Esquadrão, a equipe paulista possuía a terceira melhor defesa da Série A, com 35 gols sofridos em 32 partidas. Com os três gols concedidos em Salvador, o número chegou a 38 em 33 jogos, elevando a média de 1,09 para 1,15 gol sofrido por confronto.
O Bahia conseguiu explorar a defesa são-paulina em diferentes situações de cruzamento, tanto com a bola em movimento quanto em jogadas de bola parada.
No primeiro gol, Jean Lucas encontrou Rodrigo Nestor com um cruzamento para a área. O segundo surgiu de uma assistência de Marcos Victor para Erick Pulga, novamente pelo alto. Já o terceiro veio de uma cobrança de falta de Éverton Ribeiro, concluída pelo próprio Marcos Victor.
Apesar das diferenças na construção das jogadas, os três lances tiveram em comum a dificuldade do São Paulo em impedir que os jogadores adversários finalizassem após a bola ser enviada para a área.
A última vez que o São Paulo havia sofrido três gols em uma partida aconteceu diante do Juventude, pela Copa do Brasil. Na ocasião, a equipe foi eliminada da competição, em resultado que contribuiu para a demissão do então treinador Roger Machado.
Assim como na derrota para o Bahia, os três gols do Juventude também surgiram de jogadas aéreas. O problema havia aparecido ainda no confronto imediatamente anterior à eliminação, contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. Naquele clássico, o São Paulo sofreu três gols, embora apenas um deles tenha sido originado em uma bola levantada na área.
Desde que reassumiu o comando técnico, Dorival Júnior havia conseguido melhorar os números defensivos da equipe. A partida na Fonte Nova, entretanto, mostrou que a vulnerabilidade nesse tipo de jogada ainda não foi completamente corrigida.