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O Fluminense venceu o Internacional por 2 a 1, de virada, mas voltou a apresentar um problema que marcou a derrota na ida da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras: teve a bola diante de um adversário recuado e encontrou poucas maneiras de transformar a posse em chances claras. A reação no Maracanã, nesta quarta-feira (28), premiou a insistência de um time que não desistiu. O desempenho, porém, ficou abaixo do que o resultado mostra.
A dificuldade para furar a marcação passou pelas atuações de Hulk e Ganso. As principais referências técnicas por dentro estiveram longe de oferecer as soluções que o Fluminense precisava e normalmente encontra. Sem conseguir acelerar as combinações pelo meio, o Tricolor levou a bola aos lados, onde também encontrou limitações para desmontar a bem postada defesa colorada.
Hulk teve muita dificuldade no pivô, como tem sido nos últimos jogos. Facilmente desarmado, não conseguiu proteger a bola e dar continuidade aos ataques, comprometendo uma função importante para aproximar os companheiros da área. O centroavante deixou o campo sem finalizar e sob vaias.
Ganso também esteve abaixo. Disperso, errou passes que normalmente executa com naturalidade e pouco conseguiu organizar o jogo. A bola passava por seus pés, mas raramente saía em condições de colocar um companheiro em vantagem sobre a marcação.
Com os dois mal, o Fluminense precisava encontrar soluções pelas pontas. Canobbio, porém, não teve espaço para explorar sua velocidade. Contra uma defesa posicionada perto da própria área, o uruguaio encontrou um cenário que exigia mais drible curto e associação, características que não são seus pontos fortes.
Savarino também depende das aproximações para combinar passes e atacar os espaços. Sem os companheiros funcionando bem ao seu redor, teve dificuldade para jogar.
O resultado foi um ataque praticamente inofensivo durante boa parte da partida.
Hércules foi o jogador mais perigoso do Fluminense no jogo. Antes de marcar, o volante já havia levado perigo em dois chutes de fora da área, nas melhores oportunidades tricolores.
Foi assim que saiu o empate. Hércules voltou a arriscar de fora e acertou um belo chute para recolocar o Fluminense na partida.
A entrada de Lucho Acosta também mudou o jogo. O argentino deu mais dinâmica ao ataque, movimentou-se para receber e acelerou as jogadas. O Fluminense ganhou com ele a participação e a mobilidade que haviam faltado pelo meio.
O gol da virada, nos acréscimos, completou uma atuação que já fazia diferença antes de a bola entrar. Lucho participou da construção da jogada e apareceu na área para aproveitar o rebote, garantindo a vitória quando o empate parecia próximo.
Mesmo com atuação abaixo, o resultado é importantíssimo para o Fluminense na briga por uma vaga direta na Libertadores de 2027.