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Flamengo e Palmeiras disputam o título do Brasileirão e, provavelmente, farão a final da Libertadores. Hoje, o Palmeiras, em casa, com a vantagem do empate, enfrenta o Fluminense. No primeiro jogo, no Maracanã, o time paulista organizou um forte sistema defensivo com uma linha de cinco defensores, outra de quatro no meio-campo e apenas Flaco López no ataque. Ganhou por 2 a 1. Na vitória fora de casa sobre o Athletico-PR, a estratégia foi outra, mais ofensiva. Hoje, qual será o esquema tático? Abel Ferreira cria variações a cada jogo, quase sempre com sucesso, de acordo com o momento e o adversário.
O Flamengo, no Maracanã, enfrenta o Estudiantes. Nada está decidido. Os times argentinos costumam jogar bem fora de casa. No final de semana, pelo Brasileirão, contra o Bahia, o Flamengo fez excelente partida na vitória por 3 a 0. Jorginho, como sempre, foi o grande destaque. Se Jorginho não tivesse jogado pela seleção italiana, provavelmente seria o substituto de Casemiro na Seleção. Na Europa, Jorginho era quase sempre o meio-campista mais recuado que iniciava as jogadas ofensivas com ótimos passes, em um estilo parecido com o de Rodri, do Barcelona e da seleção da Espanha.
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Na Copa Sul-Americana, se não acontecer uma grande surpresa, Vasco e Atlético-MG, que atuaram ontem, devem fazer a final. O Atlético-MG, mesmo quando escala muitos reservas, tem atuado muito bem. Reinier, que parecia um futuro craque quando começou no Flamengo, foi para o Real Madrid e se perdeu no meio do caminho. Anos depois, volta a atuar muito bem no Atlético-MG. É um centroavante bastante técnico, que se movimenta bastante, dá ótimos passes e finaliza bem.
Na vitória do Cruzeiro sobre o Grêmio por 4 a 2, o treinador Arthur Jorge mudou a equipe ao substituir um ponta por um meio-campista (Zé Lucas) e deslocar Gerson para ser um armador pelo lado, formando um trio no meio-campo junto com Romero. Assim, Matheus Pereira atuou mais livre e mais próximo de Kaio Jorge. Os dois fizeram uma excelente partida.
Voltaram os pedidos para Ancelotti convocar Matheus Pereira, pois falta à Seleção um meia ofensivo centralizado e criativo com suas características. Será que ele repetiria as atuações do Cruzeiro? É preciso testar para saber.
Alguns meias ofensivos centralizados brilham nas grandes equipes e seleções da Europa. Mas há diferenças importantes na estrutura coletiva. Os times são mais compactos, os jogadores de meio-campo estão próximos e se alternam na marcação, criação e na chegada ao ataque. Não existe, como acontece nos times brasileiros e mesmo na Seleção Brasileira, a divisão rígida no meio-campo entre o volante mais recuado, o camisa 5, um segundo volante que avança um pouco mais, o camisa 8, e o camisa 10, responsável pela criação das jogadas e que não participa da marcação.
A fluidez europeia e a previsibilidade da Seleção Brasileira
No Arsenal, Ødegaard, com características parecidas com as de Matheus Pereira, forma um excepcional trio no meio-campo com Rice e o brasileiro Bruno Guimarães. Seria um trio de meio-campistas ideal para a Seleção Brasileira. Do mesmo nível, ou ainda melhor, o trio do Barcelona com Rodri, Pedri e Olmo ou do PSG, com Vitinha, João Neves e Richard Ríos.
A Seleção Brasileira está muito previsível. Faz sempre tudo igual.