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Carlos Miguel foi o grande personagem da classificação do Palmeiras para a final da Libertadores na noite de quarta-feira (21). O goleiro palmeirense defendeu a cobrança de Nonato, do Fluminense, na disputa por pênaltis, e foi um dos responsáveis diretos pela classificação do clube paulista.
Porém, apesar de ter completado apenas um ano na equipe alviverde há pouco mais de dois meses, o jogador já conta com protagonismo na marca da cal e ajudou diretamente na campanha do time de Abel Ferreira nesta edição da Libertadores. Nas quartas de final, diante da LDU, em Quito, ele defendeu duas cobranças e brilhou, garantindo o clube na semifinal.
Assim, mesmo com pouco tempo de casa, ele vem ajudando o Palmeiras em um ponto em que a era Abel vem deixando a desejar: a disputa de pênaltis. O goleiro soma 100% de aproveitamento no quesito, tendo com duas classificações em duas disputas e três cobranças defendidas.
Com a sequência, Carlos Miguel já igualou seu antecessor Weverton, goleiro com longa carreira no gol palmeirense. Em sua passagem pelo time alviverde, Weverton, que hoje defende o Grêmio, disputou dez decisões por pênaltis, saindo vitorioso de apenas duas, com sete cobranças defendidas.
Carlos Miguel desembarcou no Palmeiras em agosto de 2025. Inicialmente, começou sua trajetória na equipe como reserva, mas, após a lesão de seu antecessor, assumiu a titularidade e não perdeu mais a posição. Desde então, soma 69 jogos com a camisa alviverde, tendo conquistado o Campeonato Paulista de 2026.
Na decisão do estadual, o goleiro já brilhou na marca da cal. Apesar de a final não ter ido para os pênaltis, ele defendeu uma penalidade no primeiro jogo do confronto contra o Novorizontino, cobrada pelo atacante Robson.
ABEL FERREIRA
O técnico Abel Ferreira alcançou mais um marco histórico no Palmeiras ao garantir a equipe em sua quarta final de Conmebol Libertadores. Com a classificação conquistada nos pênaltis diante do Fluminense na semifinal, o português igualou as marcas de Luiz Felipe Scolari e do uruguaio Luis Cubilla, ficando atrás apenas do argentino Carlos Bianchi, que soma cinco decisões do torneio no currículo.
Campeão continental em 2020 e 2021, e vice no ano passado após revés para o Flamengo, Abel consolida seu nome entre os maiores comandantes da competição sul-americana. Seus concorrentes na estatística possuem trajetórias de peso. Felipão disputou as finais de 1995, 1999, 2000 e 2022 por Grêmio, Palmeiras e Athletico-PR, vencendo as duas primeiras, enquanto Cubilla esteve nas decisões de 1979, 1989, 1990 e 1991. Já o recordista isolado, Carlos Bianchi, chegou à disputa do título em 1994 pelo Vélez Sarsfield e em 2000, 2001, 2003 e 2004 pelo Boca Juniors, sendo superado apenas na última edição, pelo colombiano Once Caldas.
Além do sucesso internacional, Abel Ferreira vive uma temporada de possibilidade de tríplice coroa. O treinador, que já levantou 11 taças em seis anos e se tornou o comandante com mais títulos na história do clube alviverde, ainda pode ampliar essa galeria de forma expressiva até dezembro. O Palmeiras segue firme na disputa de três frentes: está na decisão da Libertadores, aparece a apenas um ponto do líder Flamengo no Campeonato Brasileiro e inicia na próxima semana a semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco.