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A defesa de Tifanny Abreu acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Voleibol para tentar garantir a participação da atleta nas competições oficiais da temporada 2026. Em entrevista ao Lance!, o advogado da jogadora, Dr. Luis Fernando Novaes, afirmou que um mandado de garantia com pedido de liminar foi protocolado após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) indeferir a elegibilidade da atleta para a Supercopa. Caso haja demora excessiva no julgamento do pedido de urgência, a estratégia da defesa será recorrer à Justiça Comum.
Segundo o advogado, a CBV deveria ter apresentado a negativa de elegibilidade até o dia 14, mas o documento teria sido entregue apenas no dia seguinte. A defesa, então, entrou com o pedido na Justiça Desportiva cerca de três horas depois de receber a decisão da entidade.
— A CBV entregou a negativa da elegibilidade dela para a Supercopa fora do prazo. Eles tinham que ter entregue até o dia 14, e eles entregaram dia 15, às 18 horas. Nós ingressamos com um mandado de garantia na Justiça Desportiva nesse momento, três horas depois da negativa deles — afirmou ao Lance!.
Agora, a defesa aguarda uma manifestação do Tribunal de Justiça Desportiva da CBV sobre o pedido de liminar. De acordo com o advogado, a preocupação é que uma eventual demora impeça Tifanny de entrar em quadra já para a decisão da Supercopa, que acontece nesta sexta-feira (16). Caso a Justiça Desportiva não conceda a liminar ou demore para analisar o pedido, a defesa pretende levar a discussão para a Justiça Comum.
— O pedido de liminar tem que ser julgado rapidamente, mas a gente sabe que a CBV vai fazer aí uma operação tartaruga para ou não julgar ou dar uma decisão formalista para não dar tempo hábil para ela entrar em quadra. Então essa é a nossa preocupação nesse momento. Se demorar, assim como na Justiça Desportiva, na Justiça Comum também seria feito um pedido de liminar para que ela possa ser autorizada a jogar — explicou.
O argumento central da defesa está relacionado ao histórico de Tifanny no vôlei brasileiro. Segundo Novaes, a atleta já atua regularmente no país há cerca de cinco anos e, por isso, uma mudança nas regras de elegibilidade não poderia simplesmente retirar uma condição que ela já exercia. É a partir dessa interpretação que a defesa sustenta a existência de um direito adquirido.
— Nós entendemos que ela tem um direito adquirido. (…) A CBV não pode editar um novo regulamento que tira o direito de uma atleta jogar, e uma atleta que vem jogando sistematicamente nos últimos cinco anos. Então esse é o principal ponto — afirmou.
Independentemente do prazo para uma eventual decisão, a defesa garante que Tifanny pretende seguir buscando o direito de atuar. A intenção é manter a disputa até o fim. Caso fique fora da final na Supercopa, a jogadora espera retornar ao Osasco para a Superliga, que inicia na próxima segunda-feira (19), contra o Brasília Vôlei.
Procurada pelo Lance!, a CBV informou que ainda não havia sido notificada oficialmente sobre o processo. Por esse motivo, a entidade afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso neste momento.