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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, admitiu que não teria investido cerca de R$ 315 milhões na contratação de Lucas Paquetá se soubesse que parte das receitas previstas no planejamento financeiro do clube não seria concretizada. A declaração ocorreu durante uma reunião do Conselho de Administração, na quarta-feira, 28, na Gávea, em meio à discussão sobre o orçamento rubro-negro e os desafios financeiros para a próxima temporada.
Segundo informações publicadas pelo ge, Bap citou três fatores que prejudicaram as projeções do Flamengo: a negociação frustrada para a venda de Gonzalo Plata ao Dínamo Moscou, o acordo que não avançou pelos naming rights do Maracanã e a suspensão do patrocínio master. Na avaliação do dirigente, a ausência desses recursos alterou o cenário considerado quando o clube decidiu realizar o investimento no meia.
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— Flamengo (@Flamengo) October 29, 2026
A contratação de Paquetá, concretizada no início de 2026, custou R$ 315,669 milhões, incluindo direitos econômicos, luvas e intermediação. O valor transformou o jogador na aquisição mais cara da história do Flamengo. Apesar da dimensão do investimento, a diretoria agora precisa lidar com uma previsão financeira diferente daquela apresentada no início do ano.
O clube projetava encerrar 2026 com superávit de R$ 180 milhões, mas a estimativa atual aponta para um déficit de aproximadamente R$ 40 milhões. A diferença de R$ 220 milhões entre os dois cenários foi um dos temas discutidos com os conselheiros. A eliminação na semifinal da Libertadores para o Estudiantes também pesou nas contas, já que o Flamengo deixou de disputar premiações que poderiam aumentar a arrecadação.
Diante desse cenário, Bap antecipou uma mudança na política de contratações para 2027. A tendência é que o Flamengo adote uma postura mais conservadora, priorizando jogadores livres no mercado, especialmente na primeira janela do ano, para evitar novos gastos elevados com direitos econômicos. A diretoria também estabeleceu como objetivo arrecadar entre 40 milhões e 45 milhões de euros com a venda de atletas, valor estimado entre R$ 238 milhões e R$ 267 milhões.
A estratégia, segundo o presidente, não significa necessariamente negociar os principais jogadores do elenco. A intenção é equilibrar as contas com redução de despesas e receitas provenientes de transferências, sem comprometer a competitividade da equipe. Na mesma reunião, Bap também reconheceu erros em negociações anteriores, incluindo a recusa inicial de uma proposta de 10 milhões de euros do Red Bull Bragantino pelo atacante Wallace Yan, que acabou negociado posteriormente por um valor menor, além da inclusão de um jogador da base.