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Se tem algo que o Atleticano sabe fazer, com coerência – ainda que chato -, é aguardar o melhor momento para comemorar. Somos exigentes, e um ex-presidente que o diga, já que até postou “a torcida mais chata do Brasil”. Agora trafegando noutros mares e ares, sumiu, reaparece para se valer do momento e colocar uma lenhazinha numa fogueira que está só no incipiente. É que, ainda que com críticas aos últimos resultados, a maioria com quem tenho proseado demonstra fé e confiança nas duas Copas.
Dito isso, vamos direto numa ferida que está exclusivamente na fase do esfolado. A diferença entre as duas situações é a profundidade da lesão. Nenhum Atleticano, entre os quais me incluo, gostou dos últimos resultados. Diria que todos, uma vez que o primeiro embora não prejudicasse a classificação, foi um vexame. Os dois outros, mais em razão das rivalidades, que pelo interesse do momento. Refiro ao fato de terem optado por priorizar as competições. Preferia avançar em todas, mas acho compreensível e razoável as escolhas.
Pois bem, essas esfoladas – por mais que sejam apenas nas camadas externas – não deixam de registrar o tombo que causaram e até sangram um bocadinho. Já as feridas, que podem ser decorrentes do não tratamento adequado a esses esfolados ou acidentes mais graves, acabam atingindo partes internas e profundas. O sangramento é intenso e o derramamento de sangue também mais que numa pequena escoriação. Costumam até necessitar de pontos para sua cura.
E é com esse cuidado e preocupação que o comando do Galo – dirigentes (donos) e comando técnico – precisam fazer chegar ao elenco que o jogo de amanhã, bem como o de volta e frente ao mesmo Grêmio, são importantíssimos para manter a “lua de mel” depois da reaproximação do Torcedor com o time. Dissemos aqui, por vezes, a desconfiança e a descrença estavam contaminando e desgastando essa relação. Depois da Copa do Mundo, com apresentações decentes e vitórias, trouxe a Massa de volta e o divórcio deu lugar a reconciliação.
Nesse período de um pequeno abalo, assim espero que seja reconhecido ao final da temporada, é fundamental que as vitórias reapareçam. Junto delas, também conquistas. Estão abertas duas boas frentes. Confio no elenco e no Barba, que me sugeiru por relevar críticas que fiz aqui neste nosso cantinho Atleticano, porém vivemos é de resultados. Na Sul-americana já somos finalistas. Vamos pegar pela frente o instável e desequilibrado Boca Junior, que no entanto tem uma camisa pesada e vitoriosa. Costumam se reinventar numa única partida. O Vasco que o diga!
Na outra Copa (do Brasil), ainda na fase semifinal, vamos pegar o quase destroçado Grêmio. Porém, os gaúchos nas duas últimas rodadas – exatamente quando perdemos para flamídia e csa/MG, venceram os dois paranaenses. Coritiba (1 a 0) lá na capital do Paraná e Athletico (2 a 0) em Porto Alegre. E será na capital gaúcha o primeiro confronto. Chegou a hora da verdade. A opção por utilizar time reserva, misto ou alternativo terá de justificar já amanhã no primeiro e decisivo confronto com o tricolor do Rio Grande do Sul. Depende do que jogarem para consolidar nossa reconciliação. Caso contrário, rompimentos seguidos não têm final feliz. Acorda!
*fotos: Pedro Souza/Atlético