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Quem é a brasileira que bateu recorde na travessia do maior deserto de sal do mundo

Ultramaratonista baixou 13 horas do tempo do feito anterior ao percorrer mais de 170 quilômetros da região boliviana, em setembro

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  • A ultramaratonista brasileira Fernanda Maciel estabeleceu um novo recorde ao atravessar o Salar de Uyuni, na Bolívia, em menos de 20 horas, reduzindo em 13 horas o tempo do recorde anterior.
  • Fernanda percorreu 172,8 quilômetros do deserto de sal a 3.700 metros de altitude em 19 horas, 50 minutos e 8 segundos, enfrentando desafios como água, lama e buracos no percurso.
  • Além do recorde no deserto, Fernanda busca quebrar o recorde de escalada dos Sete Cumes, já tendo conquistado cinco dos sete picos mais altos dos continentes.
  • Natural de Minas Gerais, Fernanda foi advogada ambiental e vem de uma família de esportistas, destacando-se também em corridas de aventura e maratonas em montanhas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fernanda Maciel atravessou o Salar de Uyuni, na Bolívia

A ultramaratonista brasileira Fernanda Maciel atravessou o Salar de Uyuni, na Bolívia, o maior deserto de sal do mundo, e estabeleceu um novo recorde de velocidade, cravando um tempo de menos de 20 horas. A marca é 13 horas abaixo do feito anterior, do também brasileiro Valmor Giuseppe Leonardo.

Fernanda atravessou 172,8 quilômetros do deserto a 3.700 metros de altitude em 19 horas, 50 minutos e 8 segundos, no último dia 28 de setembro. Leonardo havia feito o tempo de 33 horas, 4 minutos e 10 segundos, em maio de 2023, marca que foi reconhecida pelo Guinness World Records.

O desafio em um ambiente extremo exigiu uma preparação especial de Fernanda. “Tive que adaptar meu corpo a um ritmo que me permitisse correr confortavelmente 170 quilômetros em altitude no deserto. Meu corpo inteiro estava exausto... Minhas pernas estavam destruídas, eu não conseguia mais alongar a passada”, disse ao jornal francês L’Équipe.

O deserto ainda trouxe surpresas traiçoeiras ao longo do caminho da brasileira. “Parte do deserto estava coberta de água, parte estava lamacenta e outra parte tinha muitos pequenos buracos com água subterrânea. Precisei prestar atenção o tempo todo em onde estava pisando”, afirmou à imprensa especializada.

Além da travessia no deserto, a ultramaratonista também busca estabelecer outros recordes. Uma de suas metas é quebrar o recorde de menor tempo de escalada de cada um dos Sete Cumes, os picos mais altos de cada um dos sete continentes. Até agora, ela conseguiu o feito em cinco deles: Aconcágua (América do Sul), Kilimanjaro (África), Elbrus (Europa), Pirâmide de Carstensz (Oceania) e Vinson (Antártida). Os dois picos restantes são Denali (América do Norte) e Everest (Ásia), que a brasileira pretende escalar em breve.

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Natural de Minas Gerais, Fernanda foi advogada ambiental por cinco anos antes de se dedicar integralmente às ultramaratonas. Apesar da mudança de carreira, a atleta vê uma relação entre as duas profissões. “Desde os 15 anos de idade, eu sabia que minha missão no mundo era proteger o meio ambiente”, disse em seu perfil divulgado por um dos patrocinadores.

“Espero que as pessoas possam ver o poder da natureza por meio de minhas viagens e se sintam motivadas a protegê-la”, acrescentou.

Fernanda vem de uma família de esportistas. Seu avô foi campeão de jiu-jitsu, enquanto seu pai se tornou um mestre da capoeira. Na infância, a ultramaratonista se dedicou à ginástica artística.

Aos 23 anos, ela começou a participar de expedições internacionais de 600 quilômetros “non stop” de corridas de aventura. Ao longo dos anos, passou a participar de corridas de aventura (kaiak, MTB, trail running), multi-esportes (snowboard, MTB, downhill, speed, trail running), triatlo e maratonas em montanhas.

Hoje, aos 46 anos, Fernanda já traz feitos históricos no currículo. Por exemplo, ela é a primeira mulher a subir e descer o Aconcágua em menos de 24 horas.

“Meu objetivo não é apenas bater recordes, mas mostrar a beleza e a resistência desses ambientes”, afirmou.

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