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O Palmeiras venceu o Athletico-PR pelo Campeonato Brasileiro, por 2 a 0, mas terminou a partida com um desfalque inesperado. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Andreas Pereira recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após protagonizar um lance incomum. Depois do confronto, o meio-campista reconheceu o erro e pediu desculpas aos companheiros e aos torcedores.
A expulsão aconteceu quando o Furacão trocava passes no campo de ataque. Naquele momento, um torcedor arremessou uma bola da arquibancada para dentro do gramado. O objeto caiu perto de Andreas, que decidiu dar um toque e chutá-lo na direção de Luiz Gustavo, jogador que estava com a posse da bola utilizada na partida.
Entretanto, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli entendeu que a atitude justificava a aplicação de um cartão amarelo. Como o meio-campista já havia sido advertido aos 21 minutos, após cometer uma falta dura em Jadson, recebeu o segundo cartão e deixou o campo mais cedo.
Apesar das reclamações dos jogadores palmeirenses em campo, Andreas demonstrou ter compreendido a decisão da arbitragem. Na zona mista, depois da partida, o jogador admitiu que agiu por impulso e reconheceu que sua atitude colocou a equipe em uma situação complicada.
– Foi um instinto meu. Vi a bola na frente e dei um tapinha. Eu errei, deixei meus companheiros em dificuldade. Tem que enaltecer o que eles fizeram por mim; batalharam e conseguimos um resultado muito difícil. Eles estão brigando com a gente lá em cima. Quero enaltecer o grupo; foi uma vitória importante. Já pedi desculpas aos meus companheiros. Agora é virar a página e se recuperar, porque temos um jogo muito importante nesta quarta-feira – relatou Andreas Pereira.
A expulsão provocou insatisfação entre os atletas do Palmeiras. Todavia, a principal contestação envolveu o fato de a bola lançada por um torcedor ter entrado no gramado durante o andamento da partida.
Na avaliação dos palmeirenses, a arbitragem deveria ter interrompido o confronto antes de aplicar a punição a Andreas. Entretanto, a regra não determina a paralisação obrigatória do jogo em situações como essa, o que ajuda a explicar a decisão tomada por Paulo Cesar Zanovelli.
Assim, mesmo diante dos protestos, o árbitro manteve a expulsão.