Voltar
Após vencer pela primeira vez no Ultimate em maio deste ano, Nicolle Caliari retorna ao octógono mais famoso do mundo neste sábado (24), e, mesmo ao encarar um desafio aceito de última hora, esbanja confiança. Escalada para protagonizar um duelo brasileiro com Iasmin Lucindo, no card do UFC 333, em Abu Dhabi (EAU), a lutadora paranaense acredita que seu estilo de luta combina bem com o da compatriota, o qual teria brechas significativas a serem exploradas durante o confronto, na sua visão.
Apesar de reconhecer e, até mesmo, enaltecer a experiência da adversária na organização, a peso-palha (52 kg) avalia que possui as ferramentas certas para levar vantagem em diferentes áreas do combate. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Nicolle destacou os pontos vulneráveis de Iasmin e projetou uma luta intensa, com chances de terminar antes dos três rounds previstos.
"Eu sei que a Iasmin é uma atleta muito dura e muito experiente, já tem muita luta dentro do UFC, mas é uma atleta que também tem muitas brechas que eu vou conseguir trabalhar em cima. No chão, na parte de quedas e, principalmente, na parte em pé. É um jogo que casa para mim, para o que eu quero fazer, para o que eu quero mostrar. Acho que é uma luta que vai se desenrolar em todas as áreas e que a gente vai se embolar várias vezes. Não sei se a luta chega a três rounds, não sei se chega na decisão (dos juízes), tanto da minha parte quanto da dela, porque acho que as duas vão vir com sangue nos olhos", analisou Nicolle.
Para se preparar para o confronto deste sábado, Nicolle também recorreu ao conhecimento de Marina Rodriguez, sua antiga parceira de treinos na equipe 'Thai Brasil Floripa' e atual empresária. Em 2024, a gaúcha enfrentou Iasmin Lucindo e acabou superada na decisão dividida dos juízes, após sofrer com o jogo de quedas e controle posicional no solo da cearense.
Agora, dois anos depois, além de assistir diversas vezes ao duelo entre Marina e Iasmin, Nicolle aproveitou a proximidade com a amiga para obter informações preciosas sobre as características da rival. No entanto, a paranaense acredita que as diferenças técnicas e físicas entre ela e a sua agora empresária devem mudar completamente o cenário do duelo contra Lucindo, a quem aproveitou para fazer um alerta.
"Ela (Marina Rodriguez) me falou o que sentiu da Iasmin, em relação aos golpes, ao jogo dela. É uma luta que eu assisti várias vezes e que a gente trabalhou muito em cima. Mas a Marina é uma atleta muito diferente de mim, ela tinha um outro jogo, era um outro tipo de atleta, e eu sou bem diferente. Por isso que a gente aceitou a luta. Porque o meu jogo casa muito com o da Iasmin. A Marina tinha uma dificuldade um pouco maior no chão, que foi onde a Iasmin encontrou uma brecha para vencer a luta. E eu não tenho esse ponto. Então, se a Iasmin vier com o mesmo pensamento da luta contra a Marina, ela vai... perder (risos). É outro jogo. Eu sou outra atleta, totalmente diferente", concluiu.
Apesar da confiança em alta, Nicolle acabou sofrendo um revés antes mesmo de subir no octógono. Na véspera do UFC 333, durante a pesagem oficial do evento, a paranaense cometeu uma grave falha na balança, ficando 2 kg acima do limite de peso exigido pelo peso-palha em lutas sem disputa de cinturão e, apesar do combate ter sido confirmado no card deste sábado, Caliari foi penalizada com a perda de 30% de sua bolsa, quantia que deve ser revertida para a sua adversária.