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Você sabia que um mês da folha salarial do Flamengo equivale a oito meses de todo o elenco e a comissão técnica do Estudiantes? Apesar desse abismo financeiro, a equipe argentina conseguiu eliminar o Rubro-Negro na semifinal da Libertadores nesta quinta-feira, diante de 72 mil torcedores, no Maracanã. Empate em 0 a 0 no tempo normal e vitória nos pênaltis por 3 a 2.
O blog apurou que o Flamengo gasta cerca de R$ 50 milhões mensais entre salários, direitos de imagem e luvas. É a folha salarial mais alta do futebol na América do Sul. Já o Estudiantes desembolsa pouco mais de R$ 6 milhões mensais - o time é apenas o 10º colocado grupo A do Campeonato Argentino.
Os maiores salários no Rubro-Negro são de Paquetá, Jorginho, Saul e Samuel Lino. O quarteto fatura acima de R$ 2 milhões mensais. Já o Estudiantes tem no goleiro Muslera e nos atacantes Carrillo e Joaquin Correa seus jogadores mais bem pagos, com vencimentos na casa dos R$ 500 mil mensais.
Importante: se disputasse a Série A do Brasileiro, o Estudiantes só teria folha salarial superior a de três times: Mirassol, Remo e Chapecoense. “A realidade financeira dos clubes de futebol na Argentina é muito inferior a dos brasileiros”, revela Gustavo Grossi, com a experiência de quem trabalhou na base do Internacional, foi braço-direito de Marcelo Gallardo no River Plate e hoje atua na AFA, a Associação de Futebol da Argentina.
A eliminação para o Estudiantes impediu o Flamengo de chegar a sua quinta final nas últimas oito edições da Libertadores. O Fla também perdeu a chance de faturar uma bolada: é que a Conmebol vai pagar R$ 125 milhões de prêmio ao campeão. O vice ficará com R$ 35 milhões.