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O Corinthians quitou parte dos valores em atraso referentes ao acordo firmado com a União, por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A informação foi divulgada pelo Ge e confirmada pelo Lance!.
Os débitos estão relacionados à parte previdenciária do acordo com a PGFN. O clube, no entanto, ainda acumula uma dívida superior a R$ 19 milhões, referente às parcelas em atraso desde junho.
O débito faz parte da negociação firmada pelo Corinthians com a Fazenda Nacional para regularizar as pendências acumuladas ao longo das últimas duas décadas.
O acordo firmado em fevereiro reúne pendências de diferentes categorias, sendo aproximadamente R$ 1 bilhão em tributos não previdenciários, cerca de R$ 200 milhões em débitos relacionados à Previdência Social e outros R$ 15 milhões vinculados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A proposta foi apresentada em 2024 e, após um período de "negociações intensas", como definiu a PGFN, as partes chegaram a um entendimento que engloba todo o passivo do clube com a União.
Pelo acordo, o Corinthians desembolsará R$ 679 milhões em recursos próprios após obter redução de 46,6% sobre encargos, multas e juros, percentual inferior ao limite máximo previsto na legislação. O pagamento será feito de forma parcelada, com prazo maior para as obrigações não previdenciárias e menor para as previdenciárias, estabelecendo cronogramas específicos para a quitação dos compromissos tributários.
Para as pendências relacionadas ao FGTS, o Corinthians aderiu ao modelo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal, que prevê redução superior a 30% do valor devido e parcelamento em até 60 vezes. Já no caso das contribuições sociais previstas na Lei Complementar nº 110, de 2001, ficou definido o pagamento integral em parcela única, com abatimento de 70% sobre os encargos.