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O fim da temporada de 2026 da Formula 1 está batendo na porta, com o campeonato iniciando sua tradicional rodada tripla no continente americano. Austin recebe o GP dos Estados Unidos neste fim de semana no popular Circuito das Américas, antes de suas visitas à Cidade do México e São Paulo.
Do jeito que as coisas estão, restam seis etapas na temporada 2026 (com as incertezas de Catar e Abu Dhabi), o que significa que títulos mundiais serão vencidos e perdidos nesta reta final — um deles pode ser decidido no Texas. Então aqui estão cinco coisas para ficar de olho no GP dos EUA.
Andrea Kimi Antonelli, Mercedes
Photo by: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images
Desde o lançamento do regulamento de 2026, todos já esperavam que a Mercedes fosse a força dominante desse início de nova era. Mas, para a grande maioria das pessoas, o favorito seria George Russell.
O piloto de 28 anos fez possivelmente sua melhor temporada até então em 2025 ao maximizar o W16 para terminar em quarto no Mundial do ano passado, 169 pontos à frente do companheiro Kimi Antonelli. Certamente, depois de uma estreia tão irregular, Antonelli não teria perfil de campeão apenas em seu segundo ano na F1.
Mas ele teve: o piloto de 20 anos tem uma vantagem de 102 pontos sobre Russell, segundo colocado. Tem sido muito impressionante a consistência de Antonelli: 14 pódios, oito vitórias e seis poles. Apenas em Baku o italiano não foi rápido o suficiente para terminar entre os três primeiros, com seus outros resultados fora do pódio acontecendo devido a problemas no carro.
Tudo isso significa que Antonelli pode conquistar seu primeiro título já em Austin neste fim de semana, o primeiro match point. Pode ser improvável — ele precisa superar Russell por 23 pontos —, mas ainda assim ressalta seu domínio.
A Mercedes, por outro lado, ainda não pode garantir o título de construtores, pois precisaria sair de Austin com uma vantagem de 215 pontos sobre a segunda colocada Ferrari. Considerando que a vantagem atualmente é de 134, o México é a primeira oportunidade para a marca alemã conquistar seu primeiro campeonato desde 2021.
Andrea Kimi Antonelli, Mercedes
Photo by: Srinivasa Krishnan
Realisticamente, a única forma de Antonelli se tornar campeão mundial neste fim de semana é se ele vencer o GP e Russell terminar em nono. Se fosse no início de 2026, quando a Mercedes venceu as seis primeiras etapas largando da pole, então a primeira parte pareceria muito provável — mas não agora, tudo graças à Red Bull.
A equipe austríaca começou a campanha de forma lenta, com dois pódios nas seis primeiras corridas, mas respondeu com atualizações incansáveis, com a mais decisiva delas vindo em Baku no mês passado.
Naquele fim de semana, Max Verstappen terminou em segundo, muito perto de Russell, antes de Sepang, uma pista com características completamente diferentes, para conquistar sua primeira vitória de 2026. O tetracampeão então emendou uma vitória tanto na sprint quanto no GP de Singapora na última etapa.
Portanto, Verstappen não só venceu as últimas três corridas saindo da pole, como também terminou no pódio em sete dos últimos oito GPs, protagonizando uma recuperação tardia que lembra a do ano passado. Isso levou muitos no paddock a rotularem o RB22 como o carro a ser batido e, com ele indo bem em mais de um tipo de circuito, a Red Bull chega a Austin como favorita à vitória.
Se Verstappen vencer, será sua quinta vitória no GP dos Estados Unidos — todas nas últimas seis edições.
Oscar Piastri, McLaren, Lando Norris, McLaren
Photo by: Mark Sutton / Formula 1 via Getty Images
Uma equipe que certamente vem sofrendo com a boa fase da Red Bull é a McLaren, que, em questão de meses, passou de principal rival da Mercedes a quarta melhor. O time de Woking venceu duas seguidas em Budapest e Zandvoort com Lando Norris, que teria feito três vitórias em quatro em Madri se não fosse pelo SC Virtual.
Mas desde então regrediu, sem conseguir marcar um pódio nas três provas seguintes — Azerbaijão - Malásia - Singapura — e agora enfrenta uma luta para manter o terceiro lugar no Mundial de Construtores com apenas sete pontos de vantagem sobre a Red Bull.
Isso apesar de os atuais campeões terem levado um MCL40 atualizado para Malásia e, embora as novidaddes aparentemente tenham funcionado, a McLaren simplesmente foi superada no desenvolvimento por suas rivais. Isso pode mudar agora, já que a marca levará outro pacote para Austin, amplamente focado na parte dianteira do carro.
"Estamos trazendo uma quantidade modesta de atualizações para esta etapa, com o objetivo de melhorar alguns problemas de confiabilidade e desempenho na frenagem", disse o projetista-chefe Rob Marshall.
"Também temos algumas pequenas mudanças no assoalho para testar. Todos vimos como é difícil prever o desempenho relativo das equipes de ponta nas últimas cinco ou seis corridas. Obviamente, há muitos fatores em jogo aqui: carros sendo atualizados, carros se adaptando e pilotos gostando de certos circuitos, entre outros fatores".
"As últimas corridas não foram ótimas para nós, mas acho que estamos ficando mais fortes de novo e Austin provavelmente é um circuito melhor para o nosso carro".
Liam Lawson, Racing Bulls
Photo by: Anni Graf - Formula 1 via Getty Images
Desde Singapura, tivemos mais uma vaga fechada no grid de 2027, com a Haas confirmando o brasileiro Rafa Câmara, garantindo a estreia do líder da F2 na F1 no próximo ano. O pernambucano substituirá Esteban Ocon, possivelmente ao lado de Oliver Bearman, que ainda não foi oficialmente anunciado.
Liam Lawson e Arvid Lindblad atualmente competem pela Racing Bulls, ajudando a equipe à liderança do pelotão intermediário, ocupando o quinto lugar com 100 pontos. Embora seja praticamente garantido que o novato Lindblad, que está em 11º com 38 pontos, retornará na próxima temporada, dúvidas permanecem em torno de Lawson, nono colocado.
Não que devessem: o piloto de 24 anos está na melhor forma da carreira, com pontos em todas as corridas exceto cinco. Mas, como geralmente acontece com a Red Bull, há outro jovem piloto em sua esteira de talentos, e esse é o rival de Camara pelo título da F2, Nikola Tsolov.
A marca austríaca tem uma decisão a tomar: manter Lawson ou dar uma chance a Tsolov. É apenas uma questão de para onde Lawson vai a partir daqui. Um retorno à Red Bull, onde ele começou 2025, é improvável considerando a forma de Isack Hadjar, enquanto ficar na Racing Bulls a longo prazo não é realmente uma opção viável para nenhuma das partes.
Portanto, espere essas perguntas neste fim de semana. Mas, do jeito que as coisas estão, espera-se que Lawson fique para 2027, com 2028 talvez sendo o ano em que ele precise encontrar uma nova equipe.
Pierre Gasly, Alpine, Franco Colapinto, Alpine
Photo by: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images
“Vou colocar um travesseiro debaixo do traseiro dele, para que ele realmente consiga ver a pista”, foram as palavras do chefe da Mercedes, Toto Wolff, no GP de Singapura. Isso foi em resposta a Antonelli ter excedido os limites de pista em quatro ocasiões, o que, em teoria, é o limite para tomar uma penalidade de cinco segundos. Mas o italiano escapou dela, já que problemas de freio causaram uma dessas infrações.
Ainda assim, limites de pista são algo com que Antonelli frequentemente teve dificuldades e, para seu desgosto, serão um grande tópico neste fim de semana. Devido à áreas de escape extremas e longas, cercadas de curvas de alta velocidade, o Circuito das Américas sempre é palco dessa polêmica
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