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CRISE NO TIMÃO: QUANTOS “NÃOS” O CORINTHIANS OUVIU ANTES DE ANUNCIAR O SEEDORF?
Na estreia da coluna “Último Lance”, a jornalista esportiva Isabela Labate comentou a chegada do holandês Clarence Seedorf para comandar o Corinthians e o fato.
Alguns gols definem não só uma partida, mas o momento, quem sabe um campeonato, e a história de um clube. Quando o Corinthians perdia por 1x0 para o Vasco, no primeiro tempo, gol de Pumita, aos 34, era um placar acima do esperado. Pela fase das equipes, era jogo para ambos saírem derrotados de São Januário.
Mas era um placar natural pelo que era o jogo, nem tanto pela debacle vascaína e da maneira dolorida como foi o jogo de volta da semifinal da Sul-Americana, no Maracanã, contra o Boca. Mas pela pavorosa fase paulista.
Quando tomou o gol do Vasco em São Januário, parecia que seria mais uma daquelas porfias pérfidas do Corinthians. Mas veio o segundo tempo, veio o gol do Corinthians de empate com o artilheiro-zagueiro Gustavo Henrique, aos 4. E veio, sete minutos depois, o gol da virada de Matheus Bidu, um chute bizarro de Angileri que ia para fora, possivelmente, mas bateu em Bidu e fez a diferença: 2x1.
Naquele instante deu a impressão de que a sorte estava voltando ao Corinthians, e o azar voltando ao Vasco na zona da confusão. E que talvez o astral de Seedorf pudesse fazer diferença ao Timão.
Ao menos até o final do jogo, quando o Corinthians acabou cedendo o empate para o Vasco, aos 43, e, no desespero, o espaço para um belo contragolpe para o segundo gol de Hinestroza, menos de dois minutos depois.
O gol da virada da virada vascaína, do time da virada da colina, que deixa o Vasco em uma situação mais tranquila, e faz o Corinthians dormir, se é que dá para dormir, tendo pesadelo na zona do rebaixamento.
A maneira como levou a virada da virada é daquelas coisas de time que realmente, agora, e já de algum tempo, só luta para não cair. Mas, sei lá, o gol do Matheus Bidu, um gol culposo do lateral corintiano, também, se analisado com uma ótica extremamente positiva e otimista, pode dar ao torcedor corintiano algum alento, que a equipe não tem dado, que a comissão técnica nova não se sabe qual é a dela, e que a direção desastrada, não só a atual, não dá guarida.
Já em Barueri, uma outra história. Palmeiras até perdeu um pênalti, fez o segundo pênalti que teve e que aconteceu, faria mais um gol com Giay, em uma fase absurda, e o Palmeiras manteve-se muito competente, muito competitivo. O 2x0 já podia ter pintado até com mais gols no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Verdão administrou até pelo desgaste da classificação para a decisão da Libertadores contra o Fluminense na quarta-feira, no Nubank Parque.
Mas aquela fase é tão boa que dá para poupar titulares, até pela qualidade e quantidade de opções que tem Abel Ferreira, e manter o time competente e consistente, no melhor momento alviverde na temporada, senão em desempenho, que tem sido muito bom, pelo menos nos placares. Como os 2x0 contra o Red Bull Bragantino, na Arena Crefisa Barueri.
Segundo palco palmeirense que fez muita festa, não só pela vitória e liderança, pelo menos até segunda-feira, até o clássico entre Flamengo e Atlético Mineiro. Mais ainda por aquilo que aconteceu com o Corinthians em São Januário. E que que ainda pode rolar ribanceira abaixo até o fim do campeonato.
Corinthians, Grêmio e Inter continuarão lutando para não cair. Embora pareçam fazer uma força desgraçada, mais desgraçada que força, pela queda.
O Inter vem de ótima vitória neste sábado contra o Botafogo por 3x0. Time de Tite que precisa ficar mais esperto. Enquanto o Grêmio, que na segunda tem jogo complicado contra o Coritiba que cai feio pela tabela, é outro que pode superar o Corinthians. Mas ainda assim seguir na zona.
Ainda tem muito jogo pela frente. O problema para Corinthians e Grêmio, e também para o Inter, é que tem tido pouco futebol para os três colossos