flag
back Voltar
MP pede prisão de vice-presidente do Corinthians por desvio de R$ 6,2 milhões
MP pede prisão de vice-presidente do Corinthians por desvio de R$ 6,2 milhões

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou, nesta sexta-feira, 16, a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, em uma ação que investiga a suposta apropriação indevida de materiais esportivos fornecidos pela Nike. O pedido foi inicialmente divulgado pelo ge e confirmado pelo Terra.

A manifestação do promotor Cássio Conserino foi encaminhada à 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda. A medida surge após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do clube, considerado uma testemunha chave para a acusação.

Conserino enfatizou que a demissão de Munhoes pode ser vista como uma tentativa de intimidar testemunhas e prejudicar a produção de provas, especialmente pois uma audiência de instrução está marcada para o dia 10 de novembro. O promotor ressaltou que Munhoes havia contribuído com informações técnicas importantes que sustentam as denúncias contra Mendonça.

O desligamento de Munhoes, segundo o promotor, ocorreu em um contexto de apoio por parte do presidente do clube, Osmar Stábile, a Mendonça. As circunstâncias que cercam os eventos foram interpretadas como indícios de possível interferência na investigação criminal.

O MPSP também anunciou a abertura de um procedimento para investigar as condições da demissão e a possível participação de Mendonça ou de outros na tentativa de obstruir a Justiça. A situação é grave para um clube que busca manter a integridade de sua gestão.

Em junho passado, a Justiça de São Paulo já havia tornado Armando Mendonça réu sob diversas acusações, incluindo apropriação indébita e coação no processo. A ação contra ele se baseou em um relatório de auditoria interna elaborado por Munhoes, que apontou irregularidades na gestão de materiais esportivos.

De acordo com o relatório, Mendonça teria se apropriado de 131 itens fornecidos pela Nike e tentado obter 19 camisas com identificações especiais, além de ameaçar testemunhas durante as investigações. O impacto financeiro das irregularidades foi calculado em R$ 6,21 milhões.

Mendonça, por sua vez, nega as acusações e argumenta que os desajustes na gestão de materiais começaram durante a presidência de Augusto Melo. Ele defende que melhorias foram implementadas após a entrada de Osmar Stábile mas contesta a precisão do relatório de auditoria.

Você pode gostar

Liminar da Justiça libera Tifanny para jogar Supercopa e Superliga

lance.com.br 3 horas atrás

São Paulo é acionado na Justiça por R$ 524 mil após venda de Lucas Ferreira

torcedores.com 7 horas atrás

Ex-atacante do Vasco cobra valor milionário do clube na Justiça

terra.com.br 4 horas atrás