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Resumo
A diretoria do Flamengo questiona internamente a contratação de Lucas Paquetá por R$ 315 milhões devido a uma crise no planejamento financeiro para 2026. O presidente Luiz Eduardo Baptista admitiu que não fecharia o negócio nas mesmas condições após frustrações de receitas, como o veto às apostas esportivas, o fracasso na venda de Gonzalo Plata e entraves no Maracanã. O revés financeiro fez a previsão do clube despencar de um superávit de R$ 180 milhões para um déficit estimado em R$ 40 milhões.
O investimento de aproximadamente R$ 315 milhões na contratação de Lucas Paquetá passou a ser questionado internamente no Flamengo após mudanças no planejamento financeiro para 2026. O presidente Luiz Eduardo Baptista reconheceu que a operação teria sido avaliada de outra maneira caso a diretoria soubesse antecipadamente das dificuldades que enfrentaria para concretizar receitas previstas no orçamento.
Segundo informações do jornalista Diogo Dantas, de O Globo, Bap fez uma espécie de mea-culpa durante as discussões sobre a readequação orçamentária do Flamengo. O dirigente admitiu que não teria realizado a contratação de Paquetá nas mesmas condições se soubesse dos efeitos financeiros provocados pela medida provisória que proibiu as apostas esportivas no Brasil.
A avaliação não está relacionada ao desempenho do meio-campista, mas ao impacto financeiro de uma das maiores operações da história do futebol brasileiro.
O Flamengo desembolsou aproximadamente R$ 315,7 milhões na contratação de Paquetá, considerando os valores envolvidos na aquisição dos direitos econômicos, luvas e intermediação. O investimento foi realizado em um momento no qual a diretoria trabalhava com expectativas de arrecadação que acabaram não se confirmando.
Entre os principais problemas enfrentados pelo clube está a negociação frustrada de Gonzalo Plata com o Dínamo de Moscou, da Rússia. O Flamengo esperava receber aproximadamente R$ 60 milhões pela transferência, mas a operação não foi concluída.
Outra receita considerada no planejamento financeiro envolvia a comercialização dos naming rights do Maracanã. A expectativa era arrecadar cerca de R$ 55 milhões com o acordo, que também não avançou.
Além dessas situações, o clube enfrentou a suspensão do contrato de patrocínio master. Embora a medida tenha provocado preocupações sobre receitas futuras, o impacto no resultado de 2026 foi limitado porque o Flamengo já havia antecipado os valores referentes ao primeiro ano do contrato.
As mudanças levaram a diretoria a revisar suas projeções financeiras. Inicialmente, o Flamengo trabalhava com a expectativa de encerrar 2026 com superávit de R$ 180 milhões. Após a readequação, a estimativa passou a ser de déficit de R$ 40 milhões.
A diferença de R$ 220 milhões entre as duas projeções demonstra a dimensão da mudança no planejamento financeiro do clube ao longo da temporada.
A preocupação com o investimento em Paquetá não começou agora. Em setembro, durante uma manifestação sobre as mudanças envolvendo as empresas de apostas esportivas, Bap já havia mencionado as dificuldades que o Flamengo poderia enfrentar para cumprir seus compromissos.