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Javier Tebas, presidente de La Liga, defendeu a comparação que fez entre a comunicação da Real Madrid TV e técnicas de propaganda usadas por Joseph Goebbels, ministro da Alemanha nazista.
Em nova publicação no X, na manhã de hoje, o executivo reafirmou que fez o paralelo apenas entre métodos de comunicação, não ligando a ideologia do alemão ao clube ou à torcida merengue. O post (sem pedido de deculpas) veio depois de o Real pedir a saída de Tebas da chefia da liga espanhola.
Na madrugada de sexta (16), pelo X, Tebas criticou a atuação da Real Madrid TV e de jornalistas que, na avaliação dele, reproduzem apenas a posição do clube. O dirigente afirmou que o canal do clube merengue seleciona lances e alimenta suspeitas contra árbitros e a organização de La Liga.
O presidente da La Liga citou Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, em comparação à cobertura feita pelo canal. "Esse método lembra mecanismos de propaganda explorados por Goebbels: repetição sistemática, construção de um inimigo e subordinação dos fatos à narrativa", escreveu.
O Real Madrid reagiu com uma nota oficial pedindo a renúncia de Javier Tebas. O clube afirmou que a postura é "intolerável e extraordinariamente grave" e que mostra "falta de neutralidade de Tebas".
Defendendo sua fala, já na manhã deste sábado (17), Tebas destacou que as técnicas de propaganda de Goebbels são estudadas em cursos de Jornalismo e Comunicação. "Também se estuda como reconhecer esses mecanismos na atualidade", escreveu.
O dirigente citou um exercício da Universidade de La Laguna para afirmar que os "princípios de propaganda" do agente nazista ainda são aplicados "na atualidade". Segundo ele, o objetivo é entender como esses mecanismos influenciam a opinião pública.
Ele ainda declarou que já tinha esclarecido que a comparação era apenas sobre os meios de propaganda, e não a ideologia de Goebbels. "Esse é o debate que comecei. Sobre métodos, mensagens e fatos concretos. A indignação pode encher um comentário, as respostas seguem pendentes. E pedir minha demissão não responde".
Tebas citou repetição sistemática, seleção interessada de fatos e construção de um inimigo como os métodos que atribui à Real Madrid TV e seus "porta-vozes". Ele também questionou quantos pedidos de mudança de horário feitos pelo clube foram atendidos.