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Com Rebeca Andrade, Brasil disputa Mundial de ginástica artística
Rebeca Andrade pode aumentar coleção de medalhas em Mundial da ginástica artística (Foto: Gabriel BOUYS / AFP)
Foto: Gabriel BOUYS / AFP Rebeca Andrade pode aumentar coleção de medalhas em Mundial da ginástica artística

Nesse sábado, 17 de outubro, começou um dos mundiais mais aguardados de 2026, o de ginástica artística nos Países Baixos. É o primeiro mundial do ciclo olímpico com a disputa de equipes valendo três vagas olímpicas, além do individual geral e dos aparelhos. A grande expectativa é pela participação de Rebeca Andrade, seis vezes medalhista olímpica, em sua primeira grande competição depois do sucesso nos Jogos de Paris-2024.

No primeiro dia de Mundial aconteceu a classificação do masculino. E o Brasil foi mal. Não conseguiu classificação entre os oito melhores por equipes e nenhum atleta pegou final, fosse individual ou por aparelhos. Arthur Nory bateu a cabeça na apresentação da barra fixa e precisou ser enfaixado. A equipe teve ainda Diogo Soares, Vitaliy Guimarães e Patrick Sampaio. O ginasta mais completo do Brasil, Caio Souza, não competiu por lesão.

Este torneio dá vaga olímpica para os países que terminarem nas três primeiras colocações. As outras vagas serão definidas nos mundiais de próximos anos. Se no masculino nos acostumamos a brigar por medalhas desde 2010 com Diego Hipólito, Arthur Zanetti e o próprio Arthur Nory, hoje a realidade é ser apenas coadjuvante e apostar no retorno de Caio Souza para tentar classificar a equipe em Los Angeles-2028.

Já no feminino, a classificatória acontece nesta segunda-feira, 19 de outubro. O Brasil terá, na equipe, Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thaís Fidélis e Sophia Weisberg. As três primeiras estiveram na equipe medalhista olímpica em Paris. Sophia foi campeã brasileira no salto. Thaís já disputou Mundial. Do time olímpico, Julia Soares está lesionada e Jade Barbosa afastada após nascimento da filha.

Rebeca vai competir somente em dois aparelhos: o salto, em que foi campeã mundial em 2021 e 2023 e campeã olímpica em 2020, e a trave. Ela não competirá mais no solo e estuda voltar a participar das assimétricas até 2028. Sem Rebeca em todos os aparelhos, as chances de final por equipes e vaga olímpica ficam reduzidas.

Na disputa de equipes, cada país precisa escalar quatro atletas para competir nos quatro aparelhos. A pior nota é descartada. Essas apresentações valem como classificação para as finais individuais e por aparelhos. Flavia Saraiva e Lorrane vão competir nos quatro aparelhos e as demais serão escaladas de acordo com os treinamentos.

Já as chances de medalha ficam com Flavia nas assimétricas, trave e solo e Rebeca nos dois aparelhos em que vai competir.

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