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Leonardo Jardim em ação durante treino do Flamengo, no Ninho do UrubuAdriano Fontes / Flamengo
Técnico do Flamengo, Leonardo Jardim exaltou a atuação na vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, neste domingo (18), na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro teve o domínio do início ao fim do confronto. Jorginho, Plata e Lucas Paquetá foram os responsáveis por balançar a rede e manter o time carioca na liderança da competição nacional.
“Num clube como o Flamengo precisamos de vitórias. É um clube que está habituado a ganhar e joga para vencer todos os jogos independente do resultado dos adversários. Na primeira parte nos faltou eficácia. Poderia ter sido um resultado melhor se fôssemos para o intervalo com mais eficácia”, disse o comandante, em entrevista coletiva.
“Hoje, o Flamengo foi mandante nos dois tempos. Quando tudo corre bem, todos ficam com um sorriso na cara e felizes”, complementou.
Com o triunfo, o Flamengo chegou a 67 pontos, na primeira posição. O segundo colocado é o Palmeiras, com 66. O próximo compromisso do Rubro-Negro será contra o Estudiantes (ARG), quinta-feira (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, na partida de volta da semifinal da Libertadores. O embate de ida terminou empatado por 0 a 0. Sendo assim, quem vencer avança à decisão. Em caso de nova igualdade, a definição da classificação acontecerá nos pênaltis.
. Eficácia nas finalizações e mexidas: “Os treinadores não treinam eficácia, treinam situações de gol, como chegar lá para criar as situações. Depois os jogadores que vão executar no momento. Essa parte quero deixar claro que treinadores não treinam eficácia. Em relação ao jogo da Libertadores, não criamos as situações. Por mérito nosso, do adversário, como defendeu. Há estratégias e razões físicas. Quando tomo decisões de que vai jogar esse, aquele... é uma equipe competitiva. Um jogador como Paquetá pode jogar no cansaço do Erick (Pulgar), poderia jogar no cansaço do Lino, do Carrascal, em várias posições. Entrou no jogo, fez um gol. Outros jogam hoje, jogam amanhã. Não vale jogar com jogadores cansados ou em 50%. Nós temos o elenco que temos e temos opções para todas as posições”.
. Polivalência: “Todo mundo sabe que nossos jogadores são importantes e é bom que estejam disponíveis. Somos só 11, por isso hoje o Alex Sandro não conseguia jogar, o Royal jogou e não sentimos dificuldades. Essa polivalência e essa capacidade de superar aqueles que não estão fazem do Flamengo uma equipe forte. Por isso trato todos muito bem”.
. Quem volta para a Libertadores?: “Gostaria de responder (quem tem condições), mas não sei. Vamos ver Ayrton Lucas, Arrascaeta... Evertton Araújo penso que não vai estar. Vinha com o grupo, mas não está outra vez. O Danilo está fora”.
. Erros de Rossi: “Os erros só acontecem aos que estão em campo. Tivemos um passe errado, não queremos que aconteça. São processos inerentes ao que é nosso método de jogo, mas queremos ser mais eficazes nesse tipo de situação e errar menos. Nossa linha defensiva não sofreu gols e está de parabéns. O Bahia costuma marcar em casa e hoje saímos invictos no aspecto defensivo”.
. Joaquín Freitas e Anthony Valencia: “Com certeza (Joaquín Freitas) pode ser importante. Já está sendo. Pela dinâmica, pela intensidade que imprime. Dá uma dinâmica e uma agressividade muito grande no meio-campo ofensivo. Tem aproveitado a ausência do Arrascaeta bem. O Valencia tem tido mais dificuldade porque pela direita tem o Carrascal, Plata e estamos a poucos jogos do fim e não podemos fazer muitas experiências. Mas são dois jovens que podem jogar e dar muitos frutos ao torcedor do Flamengo”.
. Erros no primeiro tempo: “É possível corrigir, mas da forma que jogamos vai acontecer sempre. Não são máquinas. Hoje, por exemplo, o passe do Lino para trás sem ver é mais uma decisão do que estratégia. O outro também foi uma questão de decisão. Mas não quero que minha equipe deixe de jogar. Se começarmos a dar chutão para frente, também vamos cometer erros e vai descaracterizar o que são nossas ideias e o perfil dos jogadores. Não podemos querer imitar os outros. Vamos tentar falhar menos, mas quero que o time jogue”.
. Diferenças entre Lino, Paquetá e Carrascal de 10: “Várias coisas. O Lino é mais dinâmico, preenche mais a área. O Carrascal talvez seja o melhor a buscar o jogo por dentro e conseguir arrancar. O Paquetá é o que preenche melhor os espaços e entra bem na área e finaliza. Tudo isto faz parte das nossas necessidades. E também precisamos entender que o momento dos jogadores é importante”.