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Principal compromisso do calendário do vôlei nacional, a Superliga feminina de vôlei começa neste sábado (17), recheada de bons confrontos e emoções. Entre os 12 times participantes, Praia Clube, Minas, Sesc RJ Flamengo e Osasco despontam como principais postulantes a levantar o troféu.
As equipes chegam à Superliga carregando um bom retrospecto e contando com reforços relevantes para 2026/27. A última edição do campeonato foi decidida no clássico "pão de queijo", com vitória do Praia Clube por 3 sets a 0. Na semi, o time de Uberlândia passou justamente pelo Sesc Flamengo, e o Minas, pelo Osasco.
Atual campeão, o Praia Clube mantém a base do elenco para a temporada 2026/27. Apesar disso, na entrada de rede, a única remanescente é Michelle Pavão, tendo Andrea Mitrovic, Drussyla Costa e Sofya Kuznetsova como companheiras. A russa volta ao time de Uberlândia após uma passagem marcante entre 2023 e 2025. Querida pela torcida, Kuznetsova foi a maior pontuadora da Superliga 2023/24, com 499 pontos, e eleita a melhor ponteira da Superliga 2023/24 e 2024/25. Ela tem o — cada vez mais potente — saque viagem como um dos trunfos para ir longe com o Praia Clube.
Sabrina, que jogou pela Seleção Brasileira principal neste ano, é uma agradável novidade para o time de Rui Moreira. A oposta, vinda do Denso Airybees, é dona de ataques potentes e já mostrou ao que veio no título do Mineiro, contribuindo com 87 pontos em três jogos. Nesta temporada, a distribuição do jogo será feita por Fabíola, ex-Fluminense.
Na última edição da Superliga, o Praia Clube passou por dificuldades no início e se viu pressionado sob o comando do então novo técnico Rui Moreira. Já nesta temporada, é esperado que a equipe comece a temporada engatada e com desempenho de favorita a levantar o troféu em 2026/27.
A equipe mineira, que venceu a Superliga pela última vez em 2023/24, começou a reformulação já no banco. O brasileiro Leandro Vissotto chega para assumir o comando técnico após nove anos de treinadores italianos à frente do Minas.
O time não conta mais com Pri Daroit, Júlia Kudiess, Glayce Kelly e Khaletskaya, mas mantém a bicampeã olímpica Thaísa como uma das principais lideranças. Para reforçar o elenco, a dominicana Flormarie Heredia chega com a missão de contribuir ofensivamente pelas pontas. Já Maiara Basso retorna à equipe com o objetivo de fortalecer o conjunto, oferecendo equilíbrio entre a recepção e o poder de ataque.
Apesar de uma equipe consolidada, o Minas estreia na Superliga somando uma derrota amarga na Copa Brasília. No torneio amistoso, a equipe jogou mal e perdeu para o Universitario (Peru) na semifinal. Testes de equipe à parte, o time de Leandro Vissotto inicia a Superliga já com sintomas do que não deve ser feito em quadra e impulsionado pelo retrospecto de seis títulos da competição.
Maior campeão da Superliga (12), o Sesc RJ Flamengo busca voltar ao topo do pódio da Superliga pela primeira vez desde 2016/17, quando ainda competia sob a alcunha de Rio de Janeiro. Para isso, o time de Bernardinho terá que deixar oscilações de lado, apresentadas em torneios pré-temporada, apostando na adaptação de reforços à equipe. Entre as remanescentes, a oposta Tainara e a ponteira Simone Lee são os pontos de confiança do Rubro-Negro.
Novidades como Jaqueline Schmitz (ex-Maringá) e Ariele (ex-Tijuca) buscam conquistar seu espaço no time. Já no levantamento, a briga de titularidade entre as remanescentes Vivian e Giovana alavanca os níveis de ambas, que se mostra como um ponto de crescimento para Bernardinho. Tratando sobre desenvolvimento, a temporada será boa para Mikaela, ponteira de 19 anos, despontar no cenário nacional, o que já foi apresentado tanto no título da amistosa Copa Supervôlei quanto do Carioca.
O Osasco foi com sede ao mercado e trouxe, ninguém mais, ninguém menos, que o principal reforço da Superliga para 2026/27. A equipe paulista, comandada por Luizomar de Moura, aposta suas fichas na polonesa Magdalena Stysiak, que, do alto de seus 2,03m, é dona de ataques agressivos e bloqueios imponentes. Ela chega para substituir a argentina Bianca Cugno.
O clube teve que buscar também uma reposição para Camila Brait, que se aposentou após 16 temporadas na equipe. A escolhida para a missão foi Marcelle, ex-Fluminense. Atual campeão paulista, o Osasco venceu a Superliga pela última vez em 2024/25, chegando ao seu sexto título.