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O técnico Cuca revelou detalhes de uma conversa com Neymar após a expulsão do atacante no empate por 1 a 1 entre Santos e Bahia, disputado no último sábado (24), na Vila Belmiro. O treinador saiu em defesa do camisa 10 e demonstrou insatisfação com a punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Após o empate sem gols com o Palmeiras, nesta quarta-feira (28), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, Cuca afirmou que Neymar negou ter feito qualquer ofensa ao meio-campista Rodrigo Nestor durante a discussão que resultou em sua expulsão.
O comandante santista também lamentou a ausência do principal jogador da equipe na reta final da competição e mencionou a possibilidade de o departamento jurídico tentar reduzir a suspensão.
Durante a entrevista coletiva, Cuca explicou que conversou diretamente com Neymar para entender o episódio ocorrido diante do Bahia.
Segundo o treinador, o atacante garantiu que não dirigiu palavras ofensivas ao adversário.
“Ele me falou que teve um jogador do Fluminense que fez o gesto, e ele não dedurou. Disse que não falou nada para o Nestor. Não ofendeu”, relatou.
Cuca também comentou a atitude de Neymar de cobrir a boca durante a discussão, reconhecendo que o gesto poderia ter sido evitado.
“Você pode evitar pôr a mão. Mas o jogador que está denunciando também pode entender que não são inimigos, somos adversários”, acrescentou.
A versão apresentada pelo treinador corresponde ao relato que Neymar teria feito internamente e não representa, por si só, uma conclusão sobre o episódio analisado pela Justiça Desportiva.
A expulsão de Neymar aconteceu durante o intervalo do confronto contra o Bahia, após uma discussão com Rodrigo Nestor.
O episódio envolveu a aplicação do protocolo relacionado à chamada Lei Vini Jr., que estabelece procedimentos para lidar com suspeitas de manifestações discriminatórias no futebol.
Ao comentar a punição aplicada pelo STJD, Cuca defendeu o atacante.
“Neymar não foi racista, não foi homofóbico. Gancho pesado, faz muita falta para nós. Vamos ver se o jurídico faz algo”, declarou o treinador.
A manifestação de Cuca demonstra a insatisfação do Santos com a ausência do camisa 10 em compromissos importantes do Campeonato Brasileiro.
O treinador indicou que o departamento jurídico poderá avaliar medidas para tentar diminuir a punição, mas não confirmou a apresentação de um recurso.
Apesar de reconhecer a importância do atacante, Cuca rejeitou a ideia de que o Santos dependa exclusivamente de Neymar para apresentar um bom futebol.
O treinador destacou que a equipe conseguiu realizar partidas competitivas ao longo da temporada, inclusive diante de adversários que ocupam as primeiras posições do Brasileirão.
Na avaliação do comandante, o Peixe deixou escapar pontos em confrontos nos quais apresentou desempenho superior ao dos rivais.
Cuca também lembrou que o Santos já vinha demonstrando evolução antes da pausa para a Copa do Mundo.
O discurso busca reforçar a confiança no elenco em um momento no qual a equipe precisa encontrar alternativas para compensar a ausência de seu principal jogador.
Com a suspensão de Neymar, o Santos precisará reorganizar seu setor ofensivo para os próximos compromissos da competição.
A ausência do camisa 10 representa uma dificuldade adicional para Cuca, especialmente pela capacidade do atacante de criar oportunidades e decidir partidas.
Ao mesmo tempo, o treinador mantém o discurso de que o grupo possui condições de competir mesmo sem sua principal referência técnica.
Enquanto o departamento jurídico avalia possíveis medidas sobre a punição, o Santos tenta manter o foco nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.
A expectativa é que o clube consiga superar os desfalques e transformar as boas atuações destacadas por Cuca em resultados positivos.