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Ao abrir o caminho para a vitória do Sporting em França, diante do Lens (2-0), Luis Suárez inscreveu o seu nome a letras douradas no livro da história dos leões. Com o tento apontado, o ponta de lança colombiano alcançou os sete golos de leão ao peito na UEFA Champions League, isolando-se no topo da lista de melhores marcadores do emblema de Alvalade na prova milionária e ultrapassando figuras como Liedson, Viktor Gyokeres e Trincão.
Em declarações prestadas ao canal televisivo do clube para abordar o recorde alcançado, o camisola 97 não escondeu a satisfação pelo momento vivido: «Para qualquer jogador, é felicidade, principalmente se o fazes neste bonito clube, na UEFA Champions League e no campeonato. É uma honra, para mim, entrar na história deste clube. Enche-me de orgulho a mim e, também, à minha família.»
O avançado admitiu ainda que desconhecia a iminência da marca histórica até muito perto da partida: «Pensei sempre no próximo [golo], mas nem sabia. Só me disseram que podia chegar a esta marca dois dias antes do jogo [com o Lens]. Não era um objetivo, mas foi acontecendo pouco a pouco. Esperemos que venham jogadores que façam coisas melhores e que o clube continue a lutar por coisas bonitas. Para mim, é uma honra e um orgulho para toda a família. Todos trabalham para que eu esteja a cem por cento no relvado. É um marco para todos, assim como para todos os adeptos.»
Ao analisar a jogada que ditou o primeiro golo em solo francês, o avançado recordou a dinâmica coletiva da equipa: «Foi uma transição rápida. O Gonçalo Inácio encontrou o Nestory Irankunda e, automaticamente, começámos a enfrentar a defesa adversária. Fiquei entre os dois centrais e, quando saiu o cruzamento, fiz como diz o manual dos avançados e ataquei o primeiro poste. Consegui o golo e senti a emoção de todos os adeptos que estiveram lá connosco, assim como da minha família e dos meus companheiros.»
Questionado sobre o instinto goleador e o percurso desde as origens na Colômbia, Suárez sublinhou a ambição contínua que o move em campo: «Desde muito novo que tenho a vontade e a fome de fazer golos. Tinha sonhos de criança, enquanto crescia na Colômbia, de estar nas melhores ligas e competições e de representar o meu país. Não tinha consciência da dificuldade, pelo que consegui-lo é sinónimo de orgulho. Quando marco, penso logo em marcar outro. É isso que faz com que a minha fome nunca acabe.»
O apoio e o carinho vindos das bancadas foram igualmente destacados pelo internacional colombiano, que confessou a emoção sentida fora dos momentos de pura concentração competitiva: «Fico com pele de galinha depois, quando já estou tranquilo e penso em como os adeptos gritam o nosso nome e entoam o meu cântico. No momento do jogo, estou concentrado a cem por cento. Por muitos golos que faça, desfruto por um segundo, mas automaticamente volto ao chip do trabalho.»
A fechar, o avançado deixou uma garantia aos sportinguistas quanto à postura que manterá na equipa: «Mais do que golos, prometo trabalho, deixar a pele em campo e representar o Sporting como merece, com as suas cores lá no alto.»