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O Atlético garantiu vaga na final da Copa Sul-Americana, mas o drama vivido nos minutos finais contra o Montevideo City Torque acendeu um alerta para Eduardo Domínguez. Após vencer por 3 a 0 na Arena MRV, o Galo foi derrotado por 2 a 0 no Uruguai e, apesar da classificação, sofreu com as decisões do treinador e a perda de controle da partida na reta final.
O Atlético administrava bem a vantagem no placar agregado até a metade do segundo tempo, quando Alan Franco, que já tinha cartão amarelo, recebeu a segunda advertência e foi expulso. Pouco antes, Domínguez havia realizado substituições e poderia ter optado pela saída do volante, que já corria o risco de deixar a equipe com um jogador a menos.
As mudanças promovidas pelo treinador também não surtiram o efeito esperado. Com a expulsão, o Galo perdeu força para controlar o confronto e passou a sofrer com a pressão dos uruguaios, que marcaram duas vezes nos minutos finais e ameaçaram a classificação atleticana.
Apesar do susto, o Atlético conseguiu segurar a vantagem construída no jogo de ida e confirmou a presença na decisão continental. No entanto, a atuação nos minutos finais deixa lições importantes para Domínguez e seus comandados.
O Atlético iniciou a partida, mesmo com a ampla vantagem construída no jogo de ida, priorizando a posse de bola e a troca de passes. A equipe circulava a bola na zona intermediária, sem pressa para acelerar as jogadas e chegar ao ataque.
No entanto, o Montevideo City Torque conseguiu encontrar espaços e criou uma primeira grande oportunidade, mas parou em Gabriel Delfim. O goleiro do Galo apareceu duas vezes com grandes defesas, evitando o gol da equipe uruguaia e mantendo a vantagem atleticana no placar agregado.
Após as intervenções do goleiro, o Atlético sentiu o momento da partida e permitiu que os donos da casa esboçassem uma pressão. Para dificultar as infiltrações do adversário, o time alvinegro manteve as linhas compactas e procurou reduzir os espaços.
Com o passar do tempo, o Galo voltou a equilibrar o confronto e retomou o controle da posse de bola. A equipe passou a trocar passes com mais tranquilidade, buscando administrar o ritmo da partida e evitar que o adversário ganhasse espaço.
A tônica da primeira etapa foi de um City Torque que, quando conseguia chegar com qualidade ao ataque, levava perigo, enquanto o Atlético priorizava o controle do jogo com a bola. Nas transições rápidas, porém, o time mineiro encontrava dificuldades para dar sequência às jogadas, principalmente pela falta de jogadores no setor ofensivo. Com a ampla vantagem construída na ida, o Galo também demonstrava a intenção de cadenciar o confronto e administrar o resultado.
Na segunda etapa, o Montevideo City Torque tentou pressionar a saída de bola do Atlético e aumentar o ritmo da partida. Quando conseguia escapar da marcação, porém, o Galo também levava perigo. Reinier acertou o travessão e quase abriu o placar, em uma das principais oportunidades da equipe alvinegra no confronto.
Até então, o Atlético se mostrava organizado defensivamente e conseguia neutralizar boa parte das investidas dos uruguaios. Com tranquilidade na administração da vantagem construída no jogo de ida, a equipe alternava momentos de posse de bola com tentativas de acelerar as jogadas quando encontrava espaços.
O principal problema defensivo do Galo estava nas bolas aéreas. Nesse tipo de jogada, o City Torque conseguia levar mais perigo e encontrava dificuldades menores para superar a marcação atleticana, criando situações que exigiam atenção da defesa.
Aos 30 minutos do segundo tempo, o cenário mudou. Alan Franco, que já havia recebido cartão amarelo, foi advertido pela segunda vez e acabou expulso. Além de deixar o Atlético com um jogador a menos, o volante será desfalque na final da Copa Sul-Americana.
Com a inferioridade numérica, o Galo recuou ainda mais suas linhas e passou a concentrar esforços na defesa da vantagem no placar agregado. O City Torque aproveitou o momento para intensificar a pressão, enquanto os mineiros encontravam dificuldades para sair do campo defensivo e recuperar o controle da partida.
A pressão uruguaia surtiu efeito nos minutos finais, quando o Atlético sofreu dois gols e viu a classificação ficar ameaçada. Por alguns instantes, o confronto esteve perto de ser levado para a disputa por pênaltis, aumentando a tensão entre os atleticanos.
No fim, o Galo conseguiu sustentar a vantagem no agregado e confirmou a classificação para a decisão. Ainda assim, o desfecho deixou a sensação de que a equipe poderia ter evitado o sofrimento. Uma partida que parecia controlada mudou de cenário após a expulsão de Alan Franco e as substituições de Eduardo Domínguez, que não conseguiram conter a reação do adversário e contribuíram para um fim de jogo mais dramático do que o necessário.