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"Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento. Escolho respeitar isso e acho que tenho direito de respeitar isso também", disse em entrevista.
Rebeca não competia oficialmente desde 2024, após a participação nos Jogos de Paris e no Campeonato Brasileiro, em julho e setembro. Ela também ficou de fora do Mundial de 2025, em Jacarta, na Indonésia. A ginasta disse na época que o ano seria dedicado à saúde física e mental.
O técnico Francisco Porath chamou o período de "destreinamento ativo", e afirmou que os compromissos mais importantes viriam em 2026, quando começa a valer a classificação olímpica.
A volta da brasileira às competições ocorreu em junho deste ano, com o ouro no salto no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio de Janeiro. Em setembro, ela ficou com a prata na trave na etapa da Hungria da Copa do Mundo, atrás de Flávia. Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca tem seis pódios: dois ouros, três pratas e um bronze.
Em agosto de 2025, a ginasta anunciou que não disputaria mais o solo, aparelho em que foi ouro olímpico em Paris e medalhista nos Mundiais de 2022 (bronze) e 2023 (prata). A decisão foi motivada por dores e pela necessidade de preservar a saúde após cinco cirurgias no joelho, a primeira delas depois de uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, em 2015.
"O solo é o aparelho que mais causa impacto", disse então. "Sei que vocês amam quando faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos."
O Mundial de Roterdã teve diferentes resultados para o restante da delegação. Na quarta-feira (21), o Brasil ficou em quinto lugar na final por equipes, com 159,730 pontos, e não garantiu vaga antecipada nos Jogos de Los Angeles-2028. China, Estados Unidos e Japão levaram ouro, prata e bronze. Rebeca competiu no salto e na trave.
Por ter chegado à final, a seleção feminina está no Mundial de 2027, em Chengdu, na China, que distribuirá mais nove vagas para os Jogos. Na sexta-feira (23), Flávia Saraiva ficou em 12º lugar, e Lorrane Oliveira, em 21º, na final do individual geral.
Entre os homens, o Brasil não avançou a nenhuma final, algo que não acontecia desde 2010. A equipe terminou o classificatório em 19º lugar, após a queda de Arthur Nory na barra fixa.
O Brasil ainda terá mais uma chance de medalha em Roterdã, com Flávia Saraiva, na final da trave, no domingo (25), a partir das 10h (horário de Brasília). O SporTV2 transmite. Ouro no aparelho na etapa da Hungria da Copa do Mundo, em setembro, Flávia passou à decisão com a terceira melhor nota.