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Náutico negocia com órgão da CBF para tentar evitar "transfer ban"

Presidente admitiu risco de sanções e destacou negociação de parte do CT para demonstrar ações concretas ao órgão de controle da CBF

Náutico negocia com órgão da CBF para tentar evitar "transfer ban"
Bruno Becker, presidente do Náutico - Rafael Vieira/CNC

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O presidente do Náutico, Bruno Becker, detalhou os bastidores das conversas com a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão independente criado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para fiscalizar e regular as regras do Fair Play Financeiro no futebol brasileiro. O dirigente explicou que a pauta é tratada com prioridade pela diretoria alvirrubra. "Em relação à questão do Fair Play, é uma questão que preocupa não só a nós", afirmou.

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De acordo com o mandatário, o clube mantém contato permanente com a agência e realizou uma reunião em Brasília com Caio Cordeiro de Resende, presidente da ANRESF, para apresentar o cenário atual e demonstrar disposição em solucionar os débitos. Becker pontuou que o órgão fiscalizador compreende a inviabilidade de um pagamento à vista de montantes elevados em curto prazo, mas exige respostas práticas.

"O Náutico não pode pagar à vista, até 30 de novembro, 120 milhões de dívida fiscal, é impossível. Mas eu preciso mostrar que o Náutico está resolvendo", declarou.

Para comprovar o empenho e cumprir as exigências da fiscalização da ANRESF, a gestão vem negociando com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e buscando alternativas mercadológicas, como a comercialização de parte do centro de treinamento, para viabilizar as quitações.

"A ANRESF quer muito também ver isso: a boa vontade e atos concretos do clube de atender, adotar o regulamento", ressaltou.

Náutico corre risco

Apesar do esforço administrativo, o presidente esclareceu que tais ações não anulam o risco de punições aplicadas pelo órgão regulador, embora possam abrandar eventuais sanções.

"Isso por si só afasta uma penalização? Não. Mas, talvez, atenue, abrande", explicou. Por fim, Becker ponderou sobre a realidade enfrentada por diversos clubes brasileiros sob a supervisão do Fair Play Financeiro:

"Evita o transfer ban? Não evita. Vários clubes já, já estão com o transfer ban, seja de Série A, de Série B", completou Becker. O órgão de controle colocou o Náutico ao lado de mais 10 clubes da Série B em uma lista de devedores e com risco de sanções de acordo com as normas do Fair Play Financeiro.

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