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São Paulo, Brasil
Indignação nesta manhã de sábado, no Parque São Jorge.
Conselheiros importantes cobravam Osmar Stabile.
Queriam saber detalhes sobre Seedorf não poder estrear, na segunda-feira, contra o Vitória.
Com o time precisando desesperadamente vencer, por conta da ameaça do rebaixamento.
E mesmo com esse cenário assustador, será o auxiliar do demitido Fernando Diniz, Léo Porto, quem comandará a equipe.
O presidente tem respondido que o departamento jurídico fez o que pôde para liberar Seedorf.
Mas não conseguiu.
Alegou que o visto de trabalho de estrangeiros no Brasil é demorado. Mesmo temporário leva cerca de sete dias úteis. E que o Corinthians buscou acelerar o processo, de todas as formas, até com pessoas ligadas aos ministérios da Justiça e do Trabalho.
Mas não houve como.
As críticas foram pesadíssimas a Stabile.
Cada vez mais fica claro que ele não tinha mesmo a mínima condição de concorrer à reeleição.
Não conta nem com o apoio dos seus conselheiros mais próximos.
Por isso ele desistiu de concorrer, como já havia antecipado o blog.
Mas a eleição corintiana ficou em segundo plano hoje.
O clima tenso é pelo clube não ter o treinador holandês que contratou a peso de ouro, para salvar o clube da Segunda Divisão.
Seedorf ficou irritadíssimo com a situação.
O treinador avisou o executivo Marcelo Paz que tinha CPF brasileiro, desde os tempos que atuou pelo Botafogo. Mas de nada adiantou.
Foi uma ducha de água fria para os jogadores.
Eles estavam empolgados com a postura do técnico, passando confiança para o elenco, que a arrancada seria a partir do jogo contra o Vitória.
Os atletas queriam Seedorf no banco de reservas, ao seu lado, para orientá-los, empurrá-los para a vitória.
Seus discursos firmes de valorização do elenco estavam dando certo.
O próprio holandês se mostrava no auge da motivação.
Depois de sete anos voltaria a trabalhar como treinador.
Ninguém esperava que a direção não conseguiria liberá-lo para o jogo de segunda-feira.
Ele foi anunciado no dia 11, ou seja, há seis dias.
O prazo era mínimo, mas havia a certeza por parte de Marcelo Paz e de Stabile, que seria suficiente.
Se eles soubessem que Seedorf não trabalharia contra o Vitória já teriam avisado a imprensa, às chefias das organizadas, aos conselheiros, para evitar mais este enorme desgaste.
Stabile tenta mostrar o acordo com a Caixa Econômica para o clube parar de pagar o estádio.
Mas os conselheiros que estão hoje no Parque São Jorge, muitos ligados aos candidatos ao cargo de Stabile, insistem que é apenas uma maneira de disfarças duas situações.
O perigo real de rebaixamento, com oito derrotas seguidas no Brasileiro.
E Seedorf fora da primeira das oito partidas que restam para o Corinthians tentar se salvar.
As críticas são pesadíssimas a Stabile e a Marcelo Paz...