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Artur Jorge avaliou o rendimento do meio-campista Gerson, maior contratação da história do Cruzeiro. O treinador rasgou elogios ao jogador, mas disse esperar mais do seu comandado, que custou 30 milhões de euros e chegou à Raposa no início do ano.
“O Gerson tem sido muito utilizado por mim. Tenho reconhecimento pela competência, liderança e importância dele na equipe. Não concordo com a questão de intensidade. Apesar de, às vezes, esperar mais do Gerson do que ele dá, e ele saber disso, tenho essa conversa franca com ele para discutir isso. Sei que ele pode mais e, por isso, cobro mais do que ele dá. Ele tem consciência e humildade para dizer que não foi o melhor dia ou o melhor momento”, afirmou o técnico, em entrevista à “Rádio Itatiaia”.
O treinador adiantou ainda que Gerson pediu desculpas após a derrota por 4 a 2 para o Bragantino. Artur Jorge comentou o lance do segundo gol do Massa Bruta, quando o jogador errou um cruzamento e demorou para fazer recomposição defensiva.
“Me pediu desculpas no jogo, no sentido de comentar sobre a transição do Bragantino. Falou-se muito daquele gol, da transição. Estou sendo o mais sincero com você. É um jogador em quem continuo acreditando muito, que pode fazer mais de uma posição, é um campeão, um ganhador, com experiência enormíssima”, afirmou, antes de completar:
“Da minha parte, tem muito respeito e admiração pelo profissional, e sei que pode ajudar muito. Vou cobrar, exigir e esperar aquilo que corresponde a minha exigência”.
Artur Jorge chegou ao Cruzeiro em março deste ano. Desde então, comandou o Cabuloso em 37 partidas, com 20 vitórias, oito empates e nove derrotas, com um aproveitamento de 61,2%. Antes do fim de sua primeira temporada, já renovou contrato até o fim de 2030.
Apesar dos bons números, a equipe foi eliminada nas oitavas de final da Libertadores para o Flamengo e nas quartas da Copa do Brasil, desta vez para o rival Atlético. Dessa maneira, o treinador lamentou as quedas nas duas competições de mata-mata.
“É um momento de grande tristeza. Libertadores, objetivo era passar a fase de grupo. Depois, ambiciosos e exigentes como somos, validados por isso, foi um momento difícil encaixar em um curto espaço dois momentos decisivos como as copas, em que ficamos pelo caminho, mas termos a capacidade e dignidade de lutar da melhor forma possível para continuar ter a mesma consistência. Não somos os únicos a competir. Podemos não ser capazes de alcançar os objetivos. Tendo as copas de mata-mata, é matar ou morrer”.
No Brasileirão, o Cruzeiro assumiu a quarta colocação, com 51 pontos, levando a melhor no critério de desempate em relação ao Fluminense.
“O Brasileiro precisa de competência, resultados, estabilidade emocional. A partir do momento em que tivemos apenas o campeonato com 100%, nunca deixamos de pensar que é um objetivo tão grande quanto os outros, dando nossa entrega completa. É fundamental a questão emocional, temos que ter o máximo de cuidado para tirar o máximo dos jogadores”.
Aliás, o Cruzeiro volta a campo na próxima sexta-feira (23), quando encara o Remo, às 20h (de Brasília), no Mineirão, pela 32ª rodada do Brasileirão.