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Na Fonte Nova em festa como só os baianos sabem fazer, o Flamengo foi para cima do Bahia sem dó nem piedade e só para variar empilhou chances de gol, ora meramente desperdiçadas, ora neutralizadas pelo bom goleiro Ronaldo.
Não que o tricolor tenha se limitado à defesa, porque ameaçou quando pôde e até expôs Rossi em mais uma indesculpável saída de bola com os pés que redundou em amarelo para Pulgar.
Mas os anfitriões tinham de se comportar como se visitantes fossem, como se jogassem no Maracanã.
Pedro por bater fraco uma vez e cabecear mal noutra, Carrascal por bater uma vez desequilibrado e outra em cima de Ronaldo.
Daí, como quem não faz toma, o Flamengo quase tomou, em arrancada de Cristian Olivera que irrompeu pela defesa carioca, aos 38, Pulgar evitou o contato com medo de novo cartão e o uruguaio chutou a abertura do placar por cima.
Quatro minutos depois, cara a cara, Pedro desviou bola que tinha endereço e Ronaldo defendeu com o pé.
Ronaldo fazia com o Flamengo o que Weverton havia feito com o Palmeiras.
Restava saber como transcorreria o segundo tempo.
No intervalo, o Flamengo não era mais o líder e o Bahia caía para o sétimo lugar.
Começou o segundo tempo com Samuel Lino finalizando mais uma vez em cima de Ronaldo.
E a pressão rubro-negra continuou, sem trégua, imposição do time melhor, consideravelmente melhor.
Riscos?
Riscos sempre há e por pouco, muito pouco mesmo, aos 13, em contra-ataque, o Bahia não fez o gol.
A massa cresceu na Fonte Nova e a torcida do Palmeiras assoprava a favor dos quatro cantos do Brasil.
Aos 15, porém, Pedro lançou Carrascal e o raro contra-ataque carioca culminou em pênalti no colombiano.
Jorginho não negou fogo: 1 a 0. Deu aquele pulinho e fez seu 12º gol com a camisa rubro-negra, todos de pênalti, uma dúzia deles.
O placar não era justo. Justo seria se fosse o gol do 3 a 0, mas parece que com a bola em movimento a dificuldade é sobrenatural.
Rogerio Ceni logo fez três trocas, tudo ou nada e Ronaldo fez nova defesa em arremate de Plata.
Carrecal saiu e Paquetá entrou, aos 23.
Aos 27, erro de saída de bola baiana, Samuel Lino pôs a bola na cabeça de Plata, que havia interceptado o passe, e o Flamengo fez o 2 a 0 que o tranquilizava e mantinha na liderança.
Bruno Henrique e Freitas, aos 30, nos lugares de Pedro e Lino.
O maestro Everton Ribeiro também entrou no jogo, mas parecia tarde.
Aos 32, um gol de placa de Paquetá. Chapéu de cabeça, drible seco na grama, e chute cruzado. GOLAÇO!
O 3 a 0, enfim, era justo. Poderia ser 6 a 0, mas, nessas alturas, relevemos.
De La Cruz e Vitão nos lugares de Pulgar e Léo Ortiz, aos 37.
O que restava de tempo era apenas para fazê-lo passar e o líder do Brasileiro passou a pensar na Libertadores.