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O Vasco errou muito, dentro e fora de campo, e terminou eliminado pelo Boca na semifinal da Copa Sul-Americana. Perdeu por 3 x 1 no Maracanã, depois de haver vencido por 1 0 na Bombonera. O Corinthians, a meu ver, errou fora de campo, com a demissão de Marcelo Paz, executivo de futebol, atitude que não serve para dar tranquilidade ao time nos sete últimos jogos do Brasileiro, em que se decidirá sobre a permanência na Série A em 2027.
Comecemos pelo Vasco. A vitória em Buenos Aires foi gigantesca. O Vasco se tornou apenas o quarto clube brasileiro a vencer o Boca, na Bombonera, em um mata-mata, igualando-se ao Santos, Internacional e ao surpreendente Paysandu. Uma vitória para dar tranquilidade até a decisão, mas o Vasco optou pela turbulência.
Entrou em uma discussão com Fluminense e Flamengo, para ter o direito de usar o Maracanã. Conseguiu, depois de muita briga e levou 60 mil pessoas para a decisão. Mas será que o desgaste não atrapalhou? Seria melhor fazer de São Januário a sua Bombonera?
E houve Thiago Mendes. O bom jogador não pode ver uma casca de banana que atravessa a rua para pisar nela e levar tombo feio. Foi assim ao se recusar a cumprimentar Neymar, em um gesto que só trouxe antipatia para o seu lado. E, veja bem, foi contra Neymar, que é odiado por muita gente.
Agora, após a vitória no primeiro jogo, ele fez uma publicação nas redes sociais, em que rasgava o escudo do Boca. Inteligência Artificial. Burrice Natural. Uma provocação que não causaria, como se viu, nenhum desânimo nos jogadores do Boca. Nenhum abatimento. Ao final do jogo, o que se viu foi vários jogadores do Boca gritando em sua frente. Thiago teve então um gesto de sensatez e não reagiu, o que poderia levar a uma grande briga.
É chato ver jogador brasileiro provocar os argentinos e depois ter de engolir. Foi assim com Raphinha, naqueles 4 x 1, ainda sob comando de Dorival Jr. Em entrevista a Romário, disse que gostaria de ganhar o jogo e ainda bater nos argentinos. Afinou e saiu com o rabo entre as pernas. Humilhante. Humlhado.
É lógico que o Vasco poderia vencer um jogo com características nervosas. Um jogo “pilhado”. Mas tudo começou a mudar logo a quatro minutos, com um gol de cabeça do zagueiro Di Lollo. Pronto, a vantagem conseguida pela histórica vitória em Buenos Aires, havia virado pó. O Vasco foi ao ataque, mas sem levar muito perigo. E, 30 minutos depois, Merentiel, em um contra-ataque, colocou o Boca provisoriamente na final.
O segundo tempo mostrou o Vasco mais calmo, trocando mais passes e Puma Rodriguez fez um belo gol a 22 minutos. Pronto, a decisão por pênaltis estava garantida. Era buscar o empate e a vaga na final. Mas havia um Paredes no caminho. O principal jogador do Boca, que estava contundido, entrou no segundo tempo e acertou um bom chute aos 43 minutos. O goleiro Leo Jardim falhou feio. E o Boca está na final, provavelmente contra o Galo, que leva uma vantagem de três gols contra o Montevidéu City Torque, para o Uruguai.
CORINTHIANS ERRA NA HORA DE DEMITIR. DE NOVO
O Corinthians resolveu dispensar Marcelo Paz, o executivo de futebol. Júlio César, ex-goleiro, deve ser o substituto. Paz, que veio do Fortaleza, em dezembro, não estava fazendo um bom trabalho, a luta contra o rebaixamento comprova. Mas, mudar agora? Depois de ele trazer Seedorf, que estreou com um empate contra o Vitória? O certo agora era unir forças, afastar marolas, passar longe de turbulências e tocar o barco.
A demissão de Paz é semelhante à de Fernando Diniz. O treinador poderia ter sido demitido antes da Data Fifa, mas foi mantido em seu cargo. Na volta, perdeu para o Inter e foi mandado embora. E o Corinthians foi com um treinador juvenil enfrentar o Palmeiras. Levou de 4 x 1.
As torcidas organizadas não queriam mais Marcelo Paz e o presidente Osmar Stabile entregou sua cabeça. Não sei como isto pode melhorar o time, mas é tranquilidade para Stabile, que não será candidato à reeleição e só pensa em ir para casa, com o Corinthians na Série A.
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