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Presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón minimizou nesta terça-feira (27) a contestação do Flamengo à escalação de Marcos Rojo no jogo de volta da semifinal da Libertadores. O ex-jogador afirmou que o clube "não corre riscos" de não disputar a decisão contra o Palmeiras, no dia 28 de novembro.
"Nós não corremos riscos de não jogar a final", disse Verón, presidente e ídolo do Estudiantes. Ele concedeu entrevista à "Rádio La Red AM 910" nesta terça-feira.
O presidente afirma que Rojo estava habilitado para disputar a partida. Verón declarou que o zagueiro só foi escalado após o clube passar por uma assessoria jurídica.
Em um primeiro momento, com o assunto do Marcos (Rojo), nos assessoramos com Ariel Reck (advogado) para saber, obviamente, onde estávamos parados e também, sabendo primeiro que não queríamos ter nenhum problema. Se ele tivesse nos dito que isso não era válido, não teríamos feito nada. Depois de nos informarmos, nos assessorarmos e sabermos que estávamos no correto, fizemos a apresentação, e o TAS esteve ao nosso favor. A partir daí veio a habilitação do Marcos. A realidade é que hoje estamos à espera da resolução definitiva do TAS, que não sabemos realmente quando será realizada, porque pode ser antes ou depois da final. O importante é que ele foi habilitado pelo TAS. E sobre o que se define para frente, nós não corremos riscos de não jogar a final Juan Sebastián Verón, à "Rádio La Red AM 910"
Estudiantes tentou incluir Rojo na semifinal como substituto de um jogador lesionado. O clube argentino pediu à Conmebol em 9 de outubro a troca na lista de inscritos, apesar de a janela de transferências na Argentina ter fechado em 2 de setembro e de o atleta ter atuado oficialmente pelo Racing até 27 de setembro.
Conmebol consultou a Fifa e negou a alteração antes do jogo de volta. A entidade sul-americana informou que a Fifa reforçou a obrigatoriedade das regras sobre períodos de inscrição também para transferências nacionais e, com isso, recusou o pedido em 14 de outubro e manteve a decisão em 15 de outubro.
Flamengo diz que só entrou no caso após ser citado pelo Estudiantes no CAS. Segundo o clube, o adversário recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e indicou o Flamengo como parte do processo, o que levou o rubro-negro a ser chamado ao caso em 16 de outubro.
CAS liberou Rojo de forma provisória, mas sem blindar o Estudiantes de punições. De acordo com a nota, em 21 de outubro o tribunal autorizou temporariamente a participação do jogador, mas negou o pedido do clube argentino para afastar possíveis consequências esportivas e disciplinares de uma decisão final.
Após o jogo, Flamengo apresentou reclamação à Conmebol e pediu decisão antes da final. O clube afirmou que avisou ao CAS, antes da partida, que faria a reclamação prevista no regulamento caso Rojo fosse escalado e, depois do confronto, protocolou o pedido dentro do prazo com base no artigo 24.1.b do Código Disciplinar da Conmebol.
O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que não deu início a nenhum procedimento relativo à inscrição do atleta Marcos Rojo pelo Club Estudiantes de La Plata na CONMEBOL Libertadores 2026.
Em 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à CONMEBOL a inclusão do atleta em sua lista para a semifinal, em substituição a um jogador lesionado. O período de inscrições ("janela de transferências") na Argentina estava encerrado desde 2 de setembro, e o atleta havia disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro.
A CONMEBOL, organizadora da competição, que sempre zelou com rigor pelo cumprimento de seus regulamentos e pela integridade de seus torneios, analisou o pedido e consultou a FIFA. A FIFA esclareceu que suas regras sobre períodos de inscrição são de aplicação obrigatória também nas transferências nacionais e não admitem exceções além das previstas em seu regulamento. Com base nisso, a CONMEBOL recusou a substituição em 14 de outubro e manteve a recusa em 15 de outubro, ou seja, antes do jogo de volta da semifinal. Essas regras são de observância obrigatória por todas as associações e conhecidas e aceitas por todos os clubes ao se inscreverem no torneio. O Flamengo não participou de nenhuma dessas etapas.
Inconformado, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e indicou o Flamengo, seu adversário na semifinal, como parte no processo. Foi assim, em 16 de outubro, que o Flamengo foi chamado ao caso. Em 21 de outubro, o CAS autorizou provisoriamente a participação do atleta, mas negou o pedido do Estudiantes para afastar as consequências esportivas e disciplinares que possam decorrer da decisão final. Os riscos dessa escolha ficaram com o clube argentino e o jogador.