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O atacante Neymar abriu o jogo sobre os planos que pretende colocar em prática assim que decidir encerrar a carreira profissional nos gramados. Em entrevista concedida ao canal “Varanda Gourmet”, nesta quarta-feira (21), o jogador revelou a intenção de tirar um longo período de descanso e viver sem nenhuma obrigação com a bola.
“Sinceramente não sei o que vou fazer, vou ficar um ano sem fazer nada. Eu vou fazer tipo: ‘Hoje estou com vontade de jogar bola’, ‘hoje não vou fazer nada'”, disse o atleta de 34 anos sobre o momento da despedida.
Além disso, o camisa 10 santista surpreendeu ao confessar que praticamente não consome transmissões esportivas e evita ligar a TV para acompanhar outros confrontos. Com isso, Neymar explicou que a experiência de ser mero telespectador diante da tela costuma despertar sentimentos ruins.
“Passo raiva. Sempre falei isso nas entrevistas, ninguém acreditava. Amo jogar futebol. Mas ligar televisão e assistir não dá”, desabafou o craque sobre o distanciamento das partidas durante os momentos de folga.
Neymar relembrou que a aversão ao futebol na televisão já causava atritos na época em que atuava na Europa. O atacante recordou a convivência com os antigos companheiros de Paris Saint-Germain, que passavam os fins de semana inteiros grudados nas partidas das ligas continentais.
“Em Paris, os meninos ficavam sábado e domingo era só de futebol. Ficava p*** com eles, nem ficava na sala. De 11h até 18h, eu não aguento”, contou o jogador sobre a rotina compartilhada no vestiário francês.
Para preencher o tempo livre, o astro recorre a produções de ficção e histórias de outros atletas nos serviços de streaming. O camisa 10 do Santos destacou que prefere narrativas biográficas ou acompanhar episódios de séries conhecidas a sintonizar os jogos da rodada.
“Documentário eu assisto. O último que vi de atleta foi o do Beckham. Sabe o que estou assistindo? O Mentalista”, revelou o atacante santista.
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Neymar, aliás, segue em atividade em alto nível e atua como a principal referência do Santos ao longo da temporada. O capitão não estabelece prazos para pendurar as chuteiras e mantém as atenções voltadas para o rendimento do time na reta final das competições nacionais.
Com a postura descontraída de sempre, o jogador encara as cobranças com naturalidade enquanto planeja o futuro sem rotina fixa de treinos e viagens. Assim, a ideia de tirar um ano para descansar a cabeça reforça o desejo do atleta de se desligar do ritmo pesado do futebol antes de traçar novos rumos.