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Após decepcionante desempenho diante do Estudiantes, na Argentina, o Flamengo venceu o Bahia por 3 a 0 neste domingo (18), na Arena Fonte Nova, em Salvador, em uma atuação que combinou pressão ofensiva, controle da posse de bola e eficiência na segunda etapa.
Com gols de Jorginho, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá, a equipe comandada por Leonardo Jardim transformou a superioridade demonstrada durante a partida em um resultado expressivo e retomou a liderança do Brasileirão, com 67 pontos.
Mais do que o placar, o confronto evidenciou a diferença de organização entre as equipes. Enquanto o Flamengo conseguiu ocupar o campo ofensivo, recuperar a bola em zonas perigosas e explorar diferentes caminhos para chegar ao gol, o Bahia de Rogério Ceni teve dificuldades para sair jogando, conservar a posse e sustentar seus ataques.
O desempenho do goleiro Ronaldo evitou que a derrota do time baiano fosse ainda mais elástica.
A principal vantagem tática do Flamengo esteve na capacidade de pressionar a construção do Bahia. A equipe de Leonardo Jardim dificultou a circulação entre os defensores e o meio-campo adversário, forçando decisões precipitadas e recuperando a bola em zonas que permitiam iniciar ataques com poucos passes.
O problema ficou evidente nos primeiros minutos, quando o Bahia, acostumado a ter protagonismo com a bola sob o comando de Rogério Ceni, não conseguiu estabelecer seu ritmo habitual. Sem uma saída limpa, o time tricolor alternou passes arriscados com lançamentos longos, que reduziram sua capacidade de organizar ataques.
Jorginho teve papel importante na circulação da bola, enquanto Jorge Carrascal buscou conectar o meio-campo ao ataque. Pelas pontas, Gonzalo Plata e Samuel Lino ofereceram profundidade e amplitude, obrigando a defesa baiana a proteger diferentes setores simultaneamente.
Além disso, a movimentação de Pedro atuando como referência central também contribuiu para o funcionamento ofensivo. O atacante ofereceu uma opção de passe por dentro e ajudou a abrir espaços para as infiltrações dos companheiros.
Aos 17 minutos do segundo tempo, o primeiro gol nasceu de um lance decisivo dentro da área: Jorge Carrascal sofreu pênalti cometido por Marco Moreno, e Jorginho converteu a cobrança.
Além de abrir o placar, o gol obrigou o Bahia a abandonar qualquer postura mais cautelosa e buscar o ataque com maior urgência. Essa mudança favoreceu ainda mais o Flamengo, que passou a encontrar espaços para acelerar as transições.
Com o Bahia mais exposto, Samuel Lino avançou pela esquerda e cruzou na medida para Plata, que mergulhou de cabeça para marcar o segundo, dez minutos após a abertura do placar. Essa jogada sintetizou a superioridade ofensiva rubro-negra: amplitude pelos lados, chegada em velocidade e ocupação eficiente da área.
Acionado no lugar de Carrascal, Paquetá fechou o placar com uma jogada individual de alto nível. Depois de receber passe de Varela, aplicou um chapéu de cabeça, superou outro marcador e finalizou com precisão, transformando a vitória em goleada aos 32 minutos do segundo tempo. O lance coroou a superioridade técnica do Flamengo e demonstrou como a qualidade individual pode ser potencializada quando o adversário já está desorganizado.
As estatísticas do Sofascore apontam que o Flamengo terminou com 73% de posse de bola e acertou oito de dez finalizações a gol. O Bahia, por sua vez, teve dificuldades para construir oportunidades em volume suficiente para equilibrar o confronto.
A diferença não se resumiu, portanto, à eficiência nas finalizações. O Mengão foi superior na ocupação do campo adversário, na variedade das jogadas e na capacidade de aproveitar os momentos em que o rival perdeu organização, deixando um forte recado para o Palmeiras na briga pelo título do Brasileirão.